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JULHO 2026 REVISTA DRAGÕES
“ QUEREMOS QUE ESTA MODALIDADE DEIXE UMA MARCA NO MUSEU E ESPERO QUE, ATÉ 2028, OS VALORES DO CLUBE ESTEJAM CADA VEZ MAIS PRESENTES NESTA EQUIPA”
constroem as equipas para ganhar ao FC Porto, porque sabem que também nos vamos reforçar. Por isso, esperamos cada vez mais investimento por parte das outras equipas.
Quem serão os principais rivais do FC Porto em 2026 / 27? Serão os mesmos da época anterior. O Sporting de Braga vai apresentar-se muitíssimo bem, assim como o Benfica e o Sporting. O Leixões nunca sai do lote de favoritos a ganhar títulos e podemos ver outras equipas a surpreender, como o Colégio Efanor e o Clube Kairós que se reinventam todos os anos, o Vitória SC que tem apresentado qualidade e a Académica de São Mamede que está muito bem reforçada com a entrada do novo treinador.
O que podemos esperar da equipa nas competições internas? O espírito da equipa vai ser a chave. Temos de nos lembrar dos momentos em que estivemos a perder e conseguimos ir buscar o jogo, como o terceiro set da final da Taça de Portugal ou a desvantagem nas meias-finais do playoff. Quando falo de espírito, falo desse espírito que esteve presente na época passada e que tem de estar presente na próxima edição da Liga, da Taça ou da Supertaça. Esta alma e a fome de vencer têm de ser as nossas armas. A musculação, o vídeo e o plano de jogo são comuns a todas as equipas, por isso o que nos pode diferenciar é trabalharmos
mais e melhor sem perdermos a alma que nos caracteriza e que nos associa cada vez mais aos valores do clube.
E na Liga dos Campeões? Nós queremos estar na melhor prova do mundo e sabemos que a Liga dos Campeões é, indiscutivelmente, a melhor prova do mundo. Ao contrário do que aconteceu há dois anos, teremos de passar duas eliminatórias duríssimas para chegarmos à fase de grupos. Vamos defrontar o campeão espanhol, que se apresenta reforçado. Não somos cabeças de série, ainda temos pouca experiência na Liga dos Campeões e, se queremos passar estas eliminatórias, teremos de ganhar o segundo jogo fora de casa, o que acrescenta alguma dificuldade. De qualquer das formas, se queremos disputar a melhor prova do mundo teremos de superar todas as adversidades.
Como joga o Andalucía? Se olharmos para o histórico, as equipas espanholas sempre tiveram uma qualidade superior às portuguesas. Hoje em dia, o estilo espanhol e o português estão muito próximos, porque seguem o estilo italiano. A Itália está a dominar a modalidade no que toca à estrutura do treino e é também uma das minhas grandes influências enquanto treinador. O estilo português e o espanhol são muito semelhantes, pelo que os pequenos detalhes passam a ter uma importância muito grande. Acho que temos armas diferentes para agredi-las, seja através do serviço, do ataque ou do bloco.
A nível individual, o Miguel foi eleito treinador do ano. Que valor dá a estes prémios? Não gosto de falar de prémios individuais, mas reconheço que este tem muito valor porque foi votado pelos outros treinadores em Portugal. Sinto que devo agradecer a muita gente que tem tido um papel importantíssimo na minha carreira. Desde logo, ao staff, à administração do FC Porto, aos funcionários que trabalham no Dragão Arena, à minha família e às famílias do staff. Este prémio simboliza o trabalho de muita gente e isso torna-o ainda mais especial.
Renovou contrato até 2028, quais são os objetivos que lhe faltam cumprir? Tenho contrato até 2028, mas o dia a dia é mais importante do que 2028. Quero continuar a construir as bases para que este clube fique cada vez melhor, ter estratégias cada vez melhores para o mercado, continuar a passar a mensagem de que o FC Porto existe e tem uma das melhores estruturas do mundo. Queremos que esta modalidade deixe uma marca no Museu e espero que, até 2028, os valores do clube estejam cada vez mais presentes nesta equipa. Espero ser uma pessoa com quem os outros gostam de trabalhar e espero que todos gostem da forma como as minhas equipas se apresentam. Gostava de ser relembrado dentro do FC Porto assim.
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