BASQUETEBOL
JULHO 2026 REVISTA DRAGÕES
Na Luz, cada bola e cada decisão foram discutidas até ao limite. Sem a vantagem do fator-casa, Fernando Sá conduziu o FC Porto por uma final em que também foi preciso transformar território adversário em terreno de conquista.
3 e 4, à semelhança do Tanner Omlid. A nós, treinadores, dá-nos aqui uma versatilidade na construção dos cincos iniciais ou na rotação, o que me deixa satisfeito e confiante.
O que tem a dizer sobre os adversários na fase de grupos da Liga dos Campeões? São adversários muito fortes, vai ser muito complicado e serão jogos muito competitivos, certamente. Estamos a falar de uma equipa do campeonato israelita muito bem classificada na época anterior e o Joventut de Badalona dispensa apresentações, além de ser liderado pelo Ricky Rubio, que é mais uma boa razão para encher o Dragão Arena nesse jogo e nos outros. Depois temos o Telekom Baskets Bonn, que nos últimos anos tem feito um trajeto fantástico na Alemanha. São os adversários de que estávamos à espera. Podíamos ter recusado a Liga dos Campeões e ter ficado na FIBA Europe Cup, mas para o basquetebol do clube é importante estarmos onde estamos e começarmos a competir a este nível. Acho que vamos ter condições para o fazer.
Sabendo que a exigência vai ser maior, quais são os objetivos do FC Porto para a estreia nesta prova?
O objetivo é vencer jogos. O primeiro de cada grupo apura para a fase seguinte e os segundos e os terceiros vão a um Play-In decidido à melhor de três, mas uma conquista já tivemos, que são seis jogos de altíssimo nível que espero que tragam coisas muito positivas à equipa. Se ficarmos nos três primeiros, dá-nos pelo menos mais dois jogos no Play-In. O que esta competição nos vai dar acima de tudo é aquilo que precisamos, que é estar num nível competitivo mais alto que depois nos permita encarar as competições internas de uma forma mais confiante.
E em termos internos? O bicampeonato é o grande objetivo? Temos a Supertaça já a 27 de setembro com o Sporting e depois teremos a Taça de Portugal e a Taça Hugo dos Santos, mas o grande objetivo é o campeonato nacional. Há duas épocas vencemos a Supertaça e a Taça de Portugal, mas faltou-nos o campeonato, o que deixou um sabor amargo. Na época passada não ganhámos nada além do campeonato e parece que está tudo bem, por isso vamos tentar juntar o campeonato a mais alguma outra conquista, o que seria fenomenal.
O que podem esperar os adeptos da equipa de basquetebol na próxima época? Espero que os adeptos se identifiquem com a equipa como se identificaram na parte final da época passada, esse é o meu grande sonho. Independentemente do resultado, que todos esperamos que seja uma vitória, queremos que os jogadores dentro do campo saibam quem estão a representar, não só o clube, mas também a cidade e uma forma de estar na vida de resiliência e de trabalho. Quanto mais depressa conseguirmos fazer os jogadores entender isso, mais perto estaremos de vencer.
Para terminar, quer deixar uma mensagem à família portista? Deixo uma mensagem de gratidão, de muita, muita gratidão por aquilo que me têm passado ao longo destes quatro anos que cá estou, independentemente das vitórias e das derrotas. Sinto um carinho muito grande de toda a gente, mesmo nos momentos de insatisfação, pois todos têm o direito a manifestar-se. No fundo, sinto que todos estamos aqui com o mesmo objetivo, que é vencer. Compreendo a insatisfação dos adeptos nos momentos maus e deixa-me muito satisfeito sentilos tão satisfeitos quanto eu agora.
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