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Peter Withe, à direita, já sabe que a bola entrou. O golo diante do Bayern Munique acabava de colocar o Aston Villa no caminho da maior conquista do clube inglês.
Gary Williams, Allan Evans e Dennis Mortimer festejam um triunfo histórico com a Taça dos Campeões nas mãos do capitão. Em Roterdão, o Aston Villa deixou de ser apenas um grande nome do futebol inglês e passou a ser campeão da Europa.
À PRIMEIRA PARTICIPAÇÃO NA PROVA, O ASTON VILLA FEZ HISTÓRIA. DENNIS MORTIMER LEVANTOU A TAÇA, PETER WITHE MARCOU O GOLO, NIGEL SPINK TORNOU-SE LENDA E TONY BARTON GANHOU UM LUGAR DEFINITIVO NA MEMÓRIA DO CLUBE.
Dennis Mortimer levantou a Taça e Birmingham ganhou uma imagem para atravessar gerações. Peter Withe ficou com o golo, Nigel Spink ficou com a lenda improvável, Tony Barton, que tinha assumido a equipa durante a época depois da saída de Ron Saunders, ficou com o lugar reservado entre os nomes que mudaram a história do clube. E o Villa, que tinha entrado na prova pela primeira vez, saiu dela como campeão. Roterdão 1982 continua a ser a grande noite europeia do Aston Villa porque tem todos os ingredientes que a memória desportiva costuma proteger: o adversário maior, o guarda-redes inesperado, o golo simples e absoluto, a equipa que resiste, o capitão que ergue o troféu e uma cidade que ganha o direito de dizer que também tocou o topo da Europa. Desde então, muitos jogos passaram, muitos plantéis mudaram, muitas épocas se perderam no ruído do calendári, mas aquela noite ficou intacta. Numa noite de maio em Roterdão, o Aston Villa olhou para o Bayern Munique, para a improbabilidade e para o medo, e decidiu que nenhum deles era maior do que o destino. Cinco anos depois, em Viena, o FC Porto faria o mesmo diante do mesmo adversário.
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