FUTEBOL
JUNHO 2026 REVISTA DRAGÕES
TODOS OS CAMINHO
O FC Porto fechou a temporada com um feito raro: o pleno de títulos nacionais no futebol masculino. Vinte e oito anos depois, repetiu-se uma marca que só os Dragões conhecem em Portugal e que já tinha atravessado duas épocas de enorme densidade histórica: 1985 / 86, no preâmbulo do título europeu de Viena, e 1997 / 98, em pleno ciclo do pentacampeonato.
TEXTO de MARIA LEONOR COELHO e PEDRO DINIZ
Quando a equipa de sub-15 ergueu o troféu que faltava, não acrescentou apenas mais uma taça à época. Fechou um círculo. Do plantel principal à formação, dos jogadores já consagrados aos que ainda estão a escrever as primeiras linhas, o futebol portista viveu uma daquelas temporadas que não se explicam somente pela soma dos resultados, mas pela continuidade da exigência, pela transmissão de uma ideia competitiva e por uma cultura que atravessou escalões sem perder intensidade. A equipa principal abriu o caminho com a conquista do 31.º título de campeão nacional e do 87.º troféu do palmarés azul e branco, recolocando o FC Porto no topo da lista de clubes portugueses com mais títulos oficiais. Primeiro classificado desde a primeira jornada e líder isolado desde a quarta, o plantel dirigido por Francesco Farioli transformou a liga num exercício de autoridade prolongada. A primeira volta foi a melhor da história, com 49 pontos em 51 possíveis, e o percurso terminou com 88 pontos, construídos em 28 vitórias, quatro empates e duas derrotas. A solidez foi uma assinatura. O FC Porto teve a defesa menos batida da competição, sofreu apenas 18 golos em 34 jornadas e somou mais jogos sem sofrer do que golos concedidos: 21 folhas limpas, um registo que ajuda a explicar a autoridade do
campeão. Essa superioridade também teve tradução individual, com cinco jogadores eleitos para o Onze do Ano da Liga Portugal: Diogo Costa, Alberto Costa, Jan Bednarek, Jakub Kiwior e Victor Froholdt. O médio dinamarquês foi ainda distinguido como Melhor Jovem e Melhor Jogador da prova, enquanto Francesco Farioli recebeu o prémio de Melhor Treinador. Uma semana depois, os sub-19 prolongaram o embalo e sagraramse campeões nacionais pela 24.ª vez, recuperando um título que escapava desde 2018 / 19. O desfecho teve a carga dramática dos grandes finais. Um golo de Duarte Cunha no tempo de compensação frente ao Famalicão, numa vitória por 3-2, selou uma campanha em que os juniores estiveram no comando desde o arranque. A equipa de Sérgio Ferreira ultrapassou a barreira da centena de golos e viu Eduardo Ferreira terminar como melhor marcador, com 24 remates certeiros. Nos sub-17, a história teve menos sobressalto no final, mas a mesma força de domínio. Os juvenis alcançaram um título que fugia desde 2011 / 12 e fizeramno com uma regularidade esmagadora: 36 jornadas no topo, somando as duas fases da competição, 94 pontos, 30
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