Dragões #475 Jun 2026 | Page 17

FUTEBOL
JUNHO 2026 REVISTA DRAGÕES

S VÃO DAR AO TOPO

vitórias, quatro empates e apenas duas derrotas. No torneio de apuramento do campeão, o ataque portista foi o mais produtivo, com 52 golos, e Tcherno Jamanca confirmou-se como o melhor marcador de toda a prova, com 35. Faltava o último vértice do pleno. Movidos pelo exemplo dos mais velhos, os sub-15 completaram a obra. Depois de terminarem a Série Norte com dez pontos de avanço sobre o segundo classificado, os iniciados mantiveram o nível na fase final e conquistaram o 15.º campeonato nacional do escalão. O troféu fez do FC Porto o clube com mais títulos nacionais de sub-15 e Tiago Portugal acompanhou a conquista coletiva com uma marca individual de relevo: 36 golos e o estatuto de melhor marcador da competição. A época também foi importante no espaço de ligação entre a formação e o alto rendimento. A equipa B terminou a segunda liga no quinto lugar, a melhor classificação entre formações secundárias do futebol profissional, somando os mesmos 51 pontos do quarto classificado e ficando apenas atrás dos emblemas que ocuparam os lugares de subida. Mas, mais do que a tabela, contou o caminho. Pela equipa orientada por
João Brandão passaram 25 jovens da formação, 19 deles trabalharam sob a orientação de Francesco Farioli e André Miranda, Bernardo Lima e Tiago Silva estrearam-se na Liga Portugal, entrando também no retrato dos campeões nacionais. O futebol feminino acrescentou outra dimensão a uma temporada de afirmação. A equipa principal venceu a segunda divisão, garantiu a subida ao escalão maior e alcançou, pela primeira vez, a final da Taça de Portugal, repetindo ainda a presença no jogo decisivo da Taça AF Porto. A equipa B feminina completou uma campanha perfeita na quarta divisão, com um percurso 100 % vitorioso, enquanto as juniores conquistaram a segunda divisão e também asseguraram a subida à primeira divisão de sub-19. No fim, o ano do Dragão não se resume a uma fotografia com muitos troféus. Resume-se a uma ideia de clube. Uma época em que a equipa principal voltou ao lugar onde a história a chama, a formação respondeu com títulos em série, a equipa B serviu de ponte competitiva e o futebol feminino deu passos de gigante. De cima para baixo e de baixo para cima, o FC Porto fez da vitória uma linguagem comum.
A época também coube no pavilhão A época de glória não coube apenas no relvado. Nas modalidades de pavilhão, o FC Porto voltou a fazer da vitória um hábito de casa cheia – o hóquei em patins conquistou a Liga dos Campeões, o basquetebol sagrouse campeão nacional e o voleibol assinou uma dobradinha, juntando o campeonato à Taça de Portugal. Foram títulos de peso diferente, mas com a mesma exigência competitiva. Na Europa, o hóquei escreveu uma tarde maior, daquelas que atravessam fronteiras e acrescentam brilho internacional ao palmarés azul e branco. No basquetebol, o campeonato devolveu a equipa ao topo nacional e confirmou uma época de resistência, crescimento e autoridade. No voleibol, a conquista do título e da Taça de Portugal desenhou a expressão mais completa de domínio, expressa na fase regular e nos dias de tudo ou nada. Entre rinques, tabelas e redes, o Dragão fez-se ouvir de outras formas. E a temporada, já histórica no futebol, ganhou no pavilhão uma extensão natural da mesma ideia: competir para vencer, vencer para deixar marca.
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