ESPECIAL CAMPEÕES
MAIO 2026 REVISTA DRAGÕES
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ALVERCA 0-3 FC PORTO 22 DE DEZEMBRO DE 2025 ESTÁDIO DO FC ALVERCA
0-1, BORJA SAINZ( 29’) 0-2, ALAN VARELA( 57’) 0-3, BORJA SAINZ( 69’)
Em Alverca, o FC Porto entrou num jogo de desgaste imediato, entre um relvado pesado, disputas incessantes e um adversário físico, determinado a fazer do contacto uma regra. Mesmo assim, a equipa de Francesco Farioli tratou de pôr ordem no ruído, com bola, paciência e um setor visitante a empurrar como se fosse o Dragão em miniatura. O primeiro golo não caiu do céu, foi escavado. Houve um aviso cedo, um golo anulado e, quando a jogada voltou a respirar, Rodrigo Mora cruzou de primeira para Borja Sainz cabecear para o
0-1 e abrir a porta do jogo. A celebração trouxe ainda um detalhe que ficou a bater mais forte do que o marcador: a dedicatória a vasco Sousa, com a camisola erguida como abraço coletivo. Depois do intervalo, o FC Porto acelerou o que já tinha controlado. A pressão alta e a reação à perda foram tirando o ar ao Alverca até ao 0-2, numa recarda de Alan Varela após defesa incompleta a um remate de Pepê. E, quando o adversário tentou reentrar na conversa, apareceu Diogo Costa com duas defesas decisivas para segurar a folha limpa, essa pequena teimosia que também ganha campeonatos. O fecho teve toque final e aplauso. Borja Sainz bisou com um remate em arco, daqueles que parecem desenhados com régua e imaginação ao mesmo tempo, e o 0-3 deixou o FC Porto com 43 pontos e mais uma vitória para consolidar a liderança. Farioli chamou-lhe“ presente aos adeptos” e, em semana de Natal, Alverca acabou como começo de festa: três golos, três pontos e uma equipa como o trabalho bem embrulhado.
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FC PORTO 2-0 AFS 29 DE DEZEMBRO DE 2025 ESTÁDIO DO DRAGÃO
1-0, SAMU AGHEHOWA( 48’) 2-0, SAMU AGHEHOWA( 65’)
2025 deixou o Dragão pela porta grande e com a folha de serviço sem borrões: 2-0 ao AFS, mais três pontos, mais um capítulo de hegemonia doméstica e aquele retrato que dói aos rivais como luz de estádio nos olhos. Samu foi o carimbo na última página do ano, a somar oito golos nos últimos seis jogos e a chegar aos onze na liga, enquanto o campeonato olhava para cima e via azul e branco. Farioli, que tem o discurso de quem guarda fósforos no bolso mas não acende fogueiras sem necessidade, preferiu trocar o champanhe pelo trabalho:“ novo ano”,“ novos desafios”,“ maratona longa” e a ideia repetida de que a tabela é ainda uma miragem. O ritmo é um animal difícil de domesticar, diz ele, porque“ todos os jogos são diferentes” e por isso o“ bom caminho” exige esforço diário, não fotografia de réveillon. E depois há o que fica nas entrelinhas, aquilo que esta rubrica gosta: liderar não dispensa autocrítica.“ Virar a página” não é fazer de conta que o livro já acabou, é admitir que ainda falta consistência, que a área adversária pede mais trabalho e que no futebol moderno não há facilidades embrulhadas com laço, só tarefas por cumprir. No relvado, Samu fechou o ano com dois golos e uma resposta tremenda a quem lhe cola rótulos, lembrando que o vício do avançado é marcar, mas a prioridade é ganhar. Nos bastidores, Farioli tomou nota do pequeno inventário de precauções: Diogo Costa para avaliação, Francisco Moura com problemas gástricos, Martim Fernandes com queixas físicas.
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