Dragões #474 Mai 2026 | Page 50

ESPECIAL CAMPEÕES
MAIO 2026 REVISTA DRAGÕES
Se isto não é penálti, o que será? André Villas- Boas disse tudo e pediu pouco: critério, verdade desportiva, a mesma lei para os dois lados, VAR a ver e a aplicar, transparência nas decisões e respeito pelo jogo. As imagens falam por si; que a arbitragem as ouça.

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FC PORTO 0-0 BENFICA 5 DE OUTUBRO DE 2025 ESTÁDIO DO DRAGÃO
Clássico de contrastes e sem golos.“ Uma equipa tentou não perder e a outra fez de tudo para ganhar”, resumiu Farioli. Nos descontos, o ferro fez de guarda-redes e negou a vitória a quem somou as melhores oportunidades, controlando o espaço e o ritmo. Faltou o golo, sobraram ideias e ficou um lance capital por sancionar. Quando Deniz Gül recebe de costas na área, pronto para rodar e finalizar, António Silva segura-o de forma persistente, puxando-lhe a camisola, provocando a queda do avançado sueco e impedindo a ação técnica. O critério é simples: agarrão que impede ou condiciona a jogada é falta; dentro da área, é penálti. Ficou um penálti por marcar a favor do FC Porto, numa decisão com impacto direto no desfecho de um clássico decidido por centímetros. Se o marcador ficou em branco, o jogo não ficou vazio. Houve um FC Porto a empurrar, a instalar-se no meio-campo adversário e a tratar o clássico como quem entende que estes encontros também se ganham na forma como se ocupa o território e se impõe a intenção. O Benfica foi adiando, fechando e sobrevivendo à medida do possível, quase sempre mais preocupado em não abrir do que em ferir. E isso, num clássico sem golos, também conta a história. No resto, a fotografia manteve-se. Jan Bednarek foi literal:“ Eles vieram para sobreviver”; Francisco Moura afinou o diagnóstico:“ É uma sensação agridoce, controlámos e tivemos as melhores chances”. O Dragão empurrou até ao fim, a bola beijou a trave e não ligou no dia seguinte. Ficou o ponto, ficou a liderança. Mourinho trouxe o manual de sobrevivência e Farioli apresentou um plano de vitória, mas o ferro não quis colaborar. Acontece.
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