Dragões #474 Mai 2026 | Page 17

ESPECIAL CAMPEÕES
MAIO 2026 REVISTA DRAGÕES
A distinção de melhor treinador, alcançada com 52 % das preferências dos técnicos do principal escalão, premiou a consistência, mas também o método com que construiu uma equipa intensa, solidária, capaz de se adaptar aos contextos e de fazer do banco uma extensão real do onze.
a liga com duas distinções nas mãos: Melhor Jogador e Melhor Jovem. Foi chegar, perceber e mandar. Seis golos, cinco assistências, 32 titularidades em 34 jornadas e uma influência constante num meio-campo que precisou muitas vezes de músculo, lucidez e mudança de velocidade no mesmo lance. Com Froholdt no onze, o FC Porto somou 27 vitórias e quatro empates no campeonato; as duas únicas derrotas surgiram precisamente nos jogos em que começou no banco. Por vezes, os números dispensam floreados. Na votação para MVP, o médio dinamarquês recolheu 43 % das preferências, superando Luis Suárez e Francisco Trincão. Na eleição para Jovem do Ano, foi ainda mais longe, com 49,5 %, deixando para trás Schjelderup e Gustavo Sá. Mas reduzir Froholdt aos prémios seria quase pouco. O número 8 deu ao FC Porto uma energia rara, chegava à pressão como quem dava ao momento o seu primeiro brilho, aparecia na área como quem já conhecia o caminho e tinha aquela qualidade preciosa dos grandes médios, a de fazer o jogo parecer mais organizado só por estar dentro dele. As distinções entregues depois do FC Porto-Santa Clara funcionaram, por isso, como um prólogo da festa. Antes do barco, da Ribeira, dos Aliados e da cidade inteira em modo campeão, o Dragão aplaudiu duas peças centrais do título: Farioli, o arquiteto que fez da equipa uma construção estável; Froholdt, o operário de luxo que juntou aço, critério e chegada.
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