BASQUETEBOL
ABRIL 2026 REVISTA DRAGÕES todo o staff do Departamento de Saúde. Foram incansáveis e tiveram de me aturar, o que não é fácil.
Sente que a equipa sofreu demasiado com as lesões esta época? Faz parte. Acima de tudo, faz parte. Todas as épocas temos jogadores lesionados que em algum momento não podem ajudar a equipa, mas é claro que quando são lesões prolongadas ou várias ao mesmo tempo, a equipa ressente-se mais disso. Faz parte do desporto e temos de ter equipas preparadas para essas situações, pois vai acabar por acontecer. Nós, jogadores, sabemos os riscos que corremos e o nosso maior medo são as lesões, mas não podemos fazer mais nada além de tentar prevenir. Geralmente, aqui respondemos sempre bem, há sempre pessoas a dar passos em frente no FC Porto nestes momentos. É assim que tem de ser, não podemos ficar a pensar no azar que tivemos e sim em resolver a situação.
Qual é o papel do capitão em épocas complicadas como esta? Devido à lesão foi ainda mais complicado para mim, pois uma coisa é estares dentro do campo e passar uma mensagem para os teus colegas e outra é estares de fora e não conseguires ajudar a equipa como eles estão a ajudar. Tentei fazer o melhor que sei e acho que fiz o trabalho que tinha de ser feito em momentos complicados, pois tivemos derrotas duras que nos pesaram. Agora acho que finalmente a equipa está a responder bem, está num bom momento e é assim que temos de continuar. Temos de estar muito unidos nos momentos difíceis e acreditar que os momentos bons vão chegar.
Não ter o fator casa nos Playoffs torna a tarefa mais complicada? O fator casa é sempre importante. Não é fundamental nem decisivo, mas é sempre importante. O nosso objetivo durante a época é sempre terminar no primeiro lugar e ter o fator casa nos Playoffs, mas não é algo decisivo. O mais importante é a forma como chegamos aos Playoffs, temos de chegar lá num momento de confiança, com a equipa toda saudável e a jogar um bom basquetebol. Isso é o mais importante. Haver Playoffs traz a responsabilidade de perceber que é quase uma época diferente. O trabalho que está para trás conta, mas no momento em que começam os Playoffs tudo pode acontecer. O mais importante é chegarmos aos Playoffs confiantes e unidos.
Com toda a gente saudável, o FC Porto tem argumentos para lutar de igual para igual com os rivais pelo título nacional? Não podemos pensar de outra forma. Acredito que podemos ganhar todos os jogos, seja qual for o adversário. No dia em que deixar de acreditar, deixo de jogar. Podemos ganhar sempre, tenho essa confiança e a equipa também sente isso. Sentimos que podemos ganhar a qualquer equipa, mas também sabemos que podemos perder se não fizermos bem o nosso trabalho ou se não estivermos num dia bom. Temos de nos preparar muito bem para os jogos que aí vêm e ter a confiança de que podemos ganhar a qualquer adversário. Temos de jogar de peito aberto e com a cabeça para cima.
O que é que os adeptos podem esperar da equipa no que resta desta época? Podem esperar muita luta e muita resiliência. Pelo FC Porto, vamos lutar sempre até à última posse de bola. Vamos trabalhar todos os dias para levar o FC Porto onde ele merece estar, que é ser campeão nacional. Acreditamos muito nisso e vamos trabalhar para isso.
Tendo em conta o perfil do Miguel Queiroz como pessoa e atleta, sente
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