Dragões #473 Abr 2026 | Página 69

BASQUETEBOL
ABRIL 2026 REVISTA DRAGÕES que é a extensão perfeita do treinador dentro do campo como capitão? Acho que sim. A maneira como vejo o basquetebol é a envolver toda a gente. Gosto que toda a gente toque na bola no ataque e de pressionar o meu atacante se souber que há um colega meu para me ajudar se for ultrapassado. É assim que vejo o basquetebol e também a vida. Acredito que, se formos todos pela ideia do treinador, é muito melhor do que se cada um for pela sua ideia. Tento sempre ser a ligação do treinador para dentro do campo e o meu papel enquanto capitão também exige isso.
Por tudo aquilo que representa no FC Porto e no basquetebol, o Fernando Sá continua a ser alguém muito importante dentro do balneário? Sim, sem dúvida. O Fernando Sá trouxe uma ligação muito forte, é uma pessoa que se preocupa muito connosco e com as nossas famílias. Essa ligação que existe aproxima-nos muito do treinador. Além disso, já jogou aqui, conhece toda a gente e todos os cantos à casa. Também conhece muito bem a cidade e isso transmite aquele sentimento extra da mentalidade que queremos passar. Ele faz esse papel na perfeição, sem dúvida.
Vai na 13.ª temporada no FC Porto. Que sonhos lhe faltam concretizar de azul e branco? O meu maior sonho é levar o FC Porto a ser campeão nacional outra vez. É uma mágoa que tenho, pois fomos campeões no ano de regresso à Liga e depois disso não voltámos a ser. Já faz uns anos e o meu maior sonho é voltar a trazer um título nacional para o basquetebol do FC Porto, para a cidade e para os adeptos, que merecem. Além disso a minha carreira aqui no FC Porto merece mais um título nacional. Até merece mais do que um, mas pelo menos um.
Em 2024 renovou por três anos e, naquele momento, o presidente André Villas-Boas dedicou-lhe palavras fortes. O que significou para si? Foi um momento importante para mim. Naquela altura havia eleições e sabia perfeitamente da confiança que a antiga direção tinha em mim, mas não sabia o que vinha aí. Além disso, o meu contrato terminava nesse ano, por isso havia sempre a preocupação de saber se as pessoas continuavam a confiar em mim, no meu trabalho e na pessoa que sou. Ouvir aquelas palavras do presidente marcou-me muito, bem como a proximidade que ele tem comigo. Lembro-me que ele me enviou uma mensagem quando ganhámos a Taça de Portugal e quando cheguei aos 500 jogos pelo FC Porto. Existe essa proximidade de carinho e sempre me senti muito bem recebido pelo presidente André Villas- Boas, a quem estou grato por isso.
Ainda se imagina a vestir outra camisola na carreira? Gostava muito de acabar a carreira no FC Porto. Tenho mais um ano de contrato e pelo menos mais um ano aqui é garantido. Não me imagino a vestir outra camisola, gostava de acabar a minha carreira aqui, mas não sei o que o futuro reserva.
Para terminar, que mensagem é que o capitão da equipa de basquetebol gostaria de deixar à família portista? Este é um ano muito importante para o FC Porto. Estamos na fase final de uma época em que há muitas coisas em jogo. Mais do que nunca, a família portista tem de estar unida. Vai ser um final de época exigente, mas acredito que com as pessoas do Norte a sorrir.
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