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ABRIL 2026 REVISTA DRAGÕES o FC Porto até Viena. A final da Taça dos Campeões Europeus, frente ao Bayern Munique, acabaria por se tornar numa dessas noites que não precisam de ser recordadas para continuarem vivas. Basta nomeá-las. Madjer, claro, com o toque de calcanhar que saiu do campo para entrar diretamente na eternidade. Juary, logo a seguir, a fechar a reviravolta como quem fecha um destino. E à volta disso tudo, a sensação nítida de que o FC Porto deixava de ser apenas um grande clube português para se afirmar como uma equipa com vocação internacional, sem medo do palco, do adversário ou da ocasião. A Dragões esteve lá para contar o resultado, mas também para guardar o que um resultado nunca explica sozinho. A noite, a tensão, a mudança de tom ao intervalo, o espanto de ver a história tomar forma diante dos olhos. E pouco depois seguiram-se Tóquio, a
O golo de calcanhar de Madjer partiu a noite do Prater ao meio. Futre e Sousa responderam como a história pede, a correr para o abraço de um momento irrepetível.
NO INÍCIO, NINGUÉM PODIA SABER AO CERTO ATÉ ONDE IRIA ESSA HISTÓRIA, MAS A DRAGÕES COMEÇOU A APANHÁ-LA EM MOVIMENTO. VIU UM FC PORTO A CRESCER DEPRESSA, A GANHAR CORPO, A INSTALAR-SE NOS LUGARES DE DECISÃO E A PRODUZIR JOGADORES QUE NÃO PRECISAVAM DE MUITO TEMPO PARA SE FAZER NOTAR.
Viena, 27 maio de 1987. Antes do apito inicial, o silêncio das equipas perfiladas já carregava a dimensão do momento. Dali a pouco, o FC Porto pisaria pela primeira vez o território raro dos campeões europeus, derrotando o superfavorito Bayern Munique.
Fevereiro de 1988. A Dragões acompanhava a ascensão de uma equipa que empurrava o FC Porto para outra dimensão. A Supertaça Europeia foi mais um capítulo dessa obra.
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