ANDEBOL
MARÇO 2026 REVISTA DRAGÕES
Foi muito marcante porque tinha 15 ou 16 anos e foi muito bom sagrar-me campeão nacional pelo FC Porto. Lembro-me de estar em casa quando eles ganharam na Madeira e o André Sousa ligar-me a convidar para ir jantar com eles. Foi mais um momento inesquecível.
Esse momento fê-lo querer ser campeão a tempo inteiro? Sim, claro. Depois fui emprestado ao FC Gaia e ao Vitória e essas passagens deram-me experiência para estar aqui a lutar por todos os títulos ao serviço do FC Porto.
Quão importantes foram esses empréstimos para se afirmar na equipa principal? Fez-me muito bem ganhar tempo de jogo, jogava quase sempre os 60 minutos, e ter as pessoas certas ao meu lado, tanto no FC Gaia como no Vitória. Isso foi crucial para agora estar aqui a tempo inteiro.
Enquanto trilhava esse percurso, foi subindo de nível nas seleções com boas prestações em Europeus e Mundiais. Sente que faz parte de uma geração de ouro que está agora a despontar no andebol nacional? Ninguém esperava que conseguíssemos tantos resultados históricos devido às lesões que tínhamos, mas a verdade é que conseguimos. O apoio que sentimos nessas competições foi gigante e sinto que a nossa geração é a geração de ouro do andebol português porque conseguiu
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