ANDEBOL
MARÇO 2026 REVISTA DRAGÕES
“ AMO JOGAR ANDEBOL, É A MINHA VIDA. ENTRAR EM TODOS OS TREINOS PARA DAR TUDO E VER O TRABALHO A SER RECOMPENSADO É MUITO GRATIFICANTE.”
feitos extraordinários. Tenho a certeza de que o futuro será promissor e com muito sucesso e qualidade. Portugal vai estar sempre na frente das competições em que participar.
Após meia época extraordinária em Guimarães, com 107 golos em apenas 19 jogos, foi chamado para voltar. Como recebeu a notícia? Lembro-me de estar em casa e de receber essa chamada para me dizerem que me queriam de volta. Foi uma sensação incrível, não estava à espera. Voltar ao FC Porto e rever os meus amigos, bem como os mais velhos que sempre me trataram muito bem, foi espetacular. Foi uma proposta irrecusável.
Quando chegou, prometeu“ lutar em cada segundo para mostrar o valor e aproveitar todas as oportunidades”. Logo em maio, estreou-se pela seleção nacional e passado um ano estava a jogar o Europeu. Qual foi o segredo?
A minha paixão pelo andebol e a forma como vivo o dia a dia é mais 50 %. Treinar todos os dias com a máxima exigência ajuda muito. Estou muito grato por ter sido chamado ao Europeu, claro que não joguei muitos jogos nem tive muitos minutos, mas foi uma oportunidade de ouro e fiquei muito contente por ter marcado o meu primeiro golo à Macedónia do Norte.
Ser convocado e ajudar Portugal a conseguir a melhor classificação de sempre na prova foi certamente especial. Como viveu esse momento? Foi uma experiência muito boa. Pude privar com jogadores como o Mathias Gidsel e o Simon Pytlick, que acompanhava pela televisão, estar com eles ao pequeno-almoço, almoço e jantar, ver as rotinas deles, conviver com eles, foi uma experiência inesquecível.
O António Areia e o Antonio Martínez, seus colegas de posição na seleção e no clube, respetivamente, teceram-lhe muitos elogios. Esse carinho é essencial para demonstrar mais à-vontade em campo? Já em 2022 / 23 o António Areia me tinha recebido muito bem. Ele é um excelente jogador e uma excelente pessoa. Quando cheguei cá no ano passado, o Antonio Martínez estava lesionado, mas falávamos muito e davame dicas. Temos uma relação muito boa.
Joga com alguns dos seus colegas há muitos anos. Já se entendem de olhos fechados? Tenho uma relação muito boa com o Miguel Oliveira, o Pedro Oliveira, o Vasco Costa, o Ricardo Brandão e o Diogo Rêma, jogamos juntos há muitos anos e temos uma química que ainda não existe com os mais velhos, mas que está a ser criada. É muito bom poder jogar ao lado deles porque são os meus melhores amigos.
Focando agora no presente, avizinha-se a reta final da temporada. Como vê a equipa? Vejo a equipa muito motivada e confiante, principalmente depois do triunfo na Dinamarca. Sinto que o sorteio é favorável para nós e vamos fazer de tudo para estar na final four da Liga Europeia, o que seria um sonho tornado realidade.
A pressão aumenta nesta hora das decisões. Como se prepararam para isso? Lidamos com essa pressão de forma muito positiva. O FC Porto é um clube que vive de títulos e nós vamos encarar estes jogos com a máxima seriedade e respeito para que consigamos festejar com os nossos adeptos.
A nível individual, que José Luís Ferreira podemos esperar nestes últimos meses de competição? Vou trabalhar a 200 % todos os dias, encarar todos os jogos como se fossem uma final e trazer a minha alegria diariamente para dar tudo pelo FC Porto e proporcionar momentos felizes aos adeptos.
Que apelo gostaria de deixar aos portistas? Os adeptos são muito importantes. Com eles é muito mais fácil conseguir vitórias e conquistar títulos. Eles fazem toda a diferença porque passam muita alegria para dentro de campo e dão-nos muita motivação.
Para terminar, ainda só tem 20 anos e uma carreira pela frente. Que desejos tenciona concretizar aqui? O meu desejo é ser campeão nacional a jogar regularmente. Este ano quero muito chegar à final four da Liga Europeia, seria algo extraordinário.
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