TEMA DE CAPA
MARÇO 2026 REVISTA DRAGÕES
Sim. Nós gostamos também dessas provocações, de termos de fazer o nosso trabalho para no final ouvirmos os nossos adeptos.
A pressão é apenas positiva, como já tinhas dito? Vocês nunca deixaram que ela se transformasse numa pressão negativa capaz de oprimir a equipa? Os resultados têm-no demonstrado e também temos de pensar que a pressão é um privilégio, é sinal de que estamos no rumo certo. Se não tivéssemos pressão, aí é que estávamos mal. Só temos de ver isto como um privilégio.
Como tem sido a tua relação com aqueles que contigo lutam por um lugar, nomeadamente com o Martim Fernandes? Temos uma boa amizade e ambos crescemos, porque queremos estar sempre no nosso melhor. Se um puxa um pouco mais, o outro tem de puxar mais um bocado, o que é incrível. Nisso, o nosso plantel é incrível, estamos sempre a puxar uns pelos outros.
Quando o Thiago Silva chegou pela primeira vez ao FC Porto, tu tinhas apenas dois anos. Já deu para aprender algo com ele? O Bednarek disse recentemente que, mesmo não sendo propriamente um jovem, aprende com alguém daquela dimensão. Dá para aprender todos os dias com jogadores desses, desde a postura em campo à comunicação. Puxa constantemente por mim e tenho gostado imenso de partilhar o campo com ele.
Como interpretas a crítica positiva relativamente à defesa do FC Porto, a menos batida do campeonato? É sempre bom receber elogios e ver os números dizerem que somos a defesa menos batida. As pessoas dão mais valor à defesa e aos guarda-redes, mas isso, na nossa equipa, funciona desde o avançado, porque é ele que tem de iniciar a pressão, é ele que, por vezes, desce mais. E temos de estar todos compactos a partir dos médios e dos extremos. É um trabalho de equipa, mas, como se fala em golos sofridos, o mérito acaba por ser atribuído à defesa.
Tens sobre ti várias responsabilidades e uma delas é o legado de defesas direitos do FC Porto. O João Pinto, o Paulo Ferreira, o Danilo Luiz … Todos eles conquistaram imenso, incluindo títulos europeus. Alguma vez pensaste no peso que recai sobre o lateral direito do FC Porto, seja ele qual for? Por acaso, nunca tinha pensado nisso, porque tenho-os como exemplos que funcionam mais como motivação. Poder inscrever o meu nome nessa história é, para mim, uma motivação extra e não uma responsabilidade extra.
Chegar à seleção principal é o teu próximo sonho? É um sonho e um objetivo. Estou no clube certo para chegar lá.
O que sente a tua família ao ver o teu sucesso com a camisola do FC Porto, depois de tantos sacrifícios para te levar aos treinos? Acima de tudo, orgulho e felicidade, espero eu. Mesmo o meu avô paterno, quando soube que vim para o FC Porto, começou a chorar de felicidade.
Ele costuma ver os jogos no estádio? Não, mas acho que vai acabar por vir.
Não és Costa de registo, mas escolheste ser Alberto Costa pela gratidão que tens pelo pai que te surgiu na vida? Sim, foi isso. Quando criei uma página no Facebook, decidi meter Alberto Costa, que é o nome com que me identifico. A partir daí, nas redes sociais sempre fui Alberto Costa e, já no Vitória, pedi para ser tratado por Alberto Costa, se fosse possível.
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