Dragões #472 Mar 2026 | Page 16

TEMA DE CAPA
MARÇO 2026 REVISTA DRAGÕES
No jogo de apresentação, como foi a sensação de estares no Estádio do Dragão, de ouvires o teu nome ser chamado pelo speaker, de seres aplaudido pelos adeptos do teu FC Porto? Sou sincero, nem me lembro de ouvir o meu nome. Estava focado no jogo, não estava bem fisicamente e aqueles primeiros sprints custaram um pouco.
Mas recuperaste rapidamente a forma e entraste muito bem na temporada. Dás assistências nos primeiros jogos e corres mais do que ninguém. Estavas à espera de ter um impacto imediato? Sinceramente, não. Nem tinha pensado no impacto que queria ter, mas com o desenrolar dos jogos foi correndo tudo muito bem. Agora, é dar continuidade. As assistências, entretanto, desapareceram um pouquinho. Vamos ver se voltam …
Fizeste cinco assistências nos primeiros jogos e a que fizeste para o De Jong marcar em Alvalade é uma daquelas que os adeptos não vão esquecer. O facto desses números terem desaparecido tem a ver com a matriz de jogo, que também vai alterando conforme a temporada vai avançando? Por vezes também falta aquela pontinha de sorte, porque já houve situações idênticas, com um corte a surgir ou uma bola que sai um pouco mais longa. Mas sim, há um processo para jogarmos por dentro e eu sempre fui habituado a jogar por fora, mas estou a gostar muito de praticar o que nunca tinha feito antes. Sinto que me vai fazer crescer imenso como jogador.
O facto de a equipa ter sofrido com as lesões, nomeadamente com as lesões do Luuk de Jong e do Samu, também faz com que a mecânica se torne mais difícil para quem dá assistências, uma vez que o treinador tem sido obrigado a mudar a referência no ataque? Cada jogador tem movimentos específicos, mas acho que todos sabem o que o míster quer. Mesmo o Moffi, que chegou há menos tempo, já sabe tudo, porque foi treinado pelo míster.
Qual é a sensação de jogar os clássicos e de ganhar, por exemplo, em Alvalade? É inexplicável. Por acaso, a melhor memória destes jogos até foi no primeiro contra o Benfica. O estádio já estava cheio quando saímos para o aquecimento, parece que ficou tudo abafado, e deu aquele arrepiozinho.
Entrar em Alvalade ou na Luz, ver aquela franja de adeptos do FC Porto que vos apoia, mas ver também tanta gente que vos vê como o alvo a abater, dá-vos uma força diferente?
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