“ Jogar num Clube com esta dimensão é algo que deixa qualquer um orgulhoso.”
ANDEBOL
FEVEREIRO 2026 REVISTA DRAGÕES do Campeonato da Europa de sub-20 em 2022 – ao lado de Diogo Rêma, Pedro Oliveira, Ricardo Brandão, Vasco Costa e Miguel Oliveira – e acompanhou-os até aos quartos de final do Mundial sub-21 de 2023. Pelo meio, foi ainda a tempo de adicionar ao palmarés as vitórias no Torneio das Quatro Nações e no Torneio Internacional da Hungria. A rapidez e a inteligência do atleta de 1,78 metros despertou a atenção do Sporting e a mudança para Lisboa rendeu-lhe dois Campeonatos Nacionais, duas Taças de Portugal e duas Supertaças, além da estreia na Liga dos Campeões. 185 remates certeiros em 91 desafios ao mais alto nível não deixaram indiferente Paulo Jorge Pereira, que o convocou pela primeira vez para a seleção nacional em maio de 2024 e, face à boa réplica, também lhe concedeu a estreia no histórico Mundial de 2025, que Portugal terminou no quarto lugar. João Gomes marcou dez golos ao longo da prova. Terminada a primeira passagem por solo luso, o mais recente Dragão mudou-se para a liga alemã,“ a melhor do mundo”, para reforçar o Gummersbach, gigante adormecido que tem no palmarés 13 títulos europeus e 12 títulos germânicos. Sob o comando da lenda Gudjón Valur Sigurdsson e ao lado de nomes sonantes da modalidade como Kentin Mahé ou Kay Smits, o primeira linha marcou 28 golos em 21 jogos pelo atual sexto classificado da Bundesliga na primeira metade de 2025 / 26, antes de voltar a alcançar patamares nunca atingidos com a equipa das quinas, desta vez no Campeonato da Europa. No norte do Velho Continente, marcou nove golos junto de Rui Silva, Pedro Oliveira, José Luís Ferreira e Ricardo Brandão e ajudou a comitiva portuguesa a atingir um inédito quinto lugar, numa caminhada que contou com apontamentos únicos, como o triunfo sobre a Dinamarca, e outros significativos de que são exemplo as vitórias no duelo ibérico com a Espanha e na disputa pelo último lugar de acesso direto ao Mundial, com a Suécia. Proveniente de um contexto“ muito competitivo no qual se pode perder ou ganhar em todos os jogos” e se valoriza a“ ética de trabalho”, João Gomes mostra satisfação pelo“ sempre bom” regresso ao país e pela oportunidade de“ poder representar o FC Porto”, o que é“ algo fantástico”. Afinal,“ jogar num clube com esta dimensão é algo que deixa qualquer um orgulhoso” e com a expectativa
“ Jogar num Clube com esta dimensão é algo que deixa qualquer um orgulhoso.”
e responsabilidade de“ conquistar títulos e ajudar a equipa a ganhar”.“ O grupo ainda é jovem e acredito que podemos alcançar algo bonito. Sabemos que o Sporting também é uma equipa muito boa, mas temos o nosso valor e podemos lutar pelos títulos”, reconhece no arranque de uma adaptação que se prevê rápida, até porque já conhece“ a maior parte dos jogadores, ou por jogar contra eles ou por jogar com eles na seleção”. Magnus Andersson conta agora com“ um jogador rápido e de equipa” que promete“ dar tudo pelo clube e tentar ajudar a equipa a ganhar o máximo possível de jogos” no Campeonato Nacional e na Liga Europeia.
O REGRESSO DO HEPTACAMPEÃO Dez anos depois de ter deixado a cidade do Porto com um heptacampeonato, duas Supertaças, uma Taça da Liga e dois Dragões de Ouro na bagagem, Gilberto Duarte volta a vestir de azul e branco numa“ experiência fantástica” em que“ a vontade é máxima e a motivação está lá toda para começar a trabalhar a sério e ajudar a equipa”. O lateral esquerdo algarvio, nascido em Lagoa, completou toda a formação no clube local antes de, com apenas 17 anos, rumar à Invicta e estrear-se na final four da Taça de Portugal com uma vitória sobre o Sporting. O FC Porto vinha de quatro anos sem vencer a liga, mas avizinhava-se um período histórico com o portentoso primeira linha como um dos protagonistas. O internacional português foi uma peça fulcral para a inédita sequência de sete troféus consecutivos, sempre ao lado de Hugo Laurentino e de Ricardo Moreira, e confidencia:“ Marcaram-me todos, principalmente o último. Quando se chega ao final da carreira, começa-se a pensar nos sítios por onde se passou com bastante felicidade e as muitas e boas memórias que colecionei aqui têm vindo ao de cima. Esses anos ajudaramme bastante nos clubes que representei fora de Portugal e que tinham a mesma mentalidade de vencer e de lutar até ao fim. Aprendi a nunca desistir e a carregar uma força enorme em todos os países e cidades por onde passei. Nunca pensávamos que íamos bater recordes, pensávamos campeonato a
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