Dragões #471 Fev 2026 | Page 69

“ O que está para trás é história, uma história muito bonita, mas agora temos de pensar no presente e no futuro.”
ANDEBOL
FEVEREIRO 2026 REVISTA DRAGÕES
“ O que está para trás é história, uma história muito bonita, mas agora temos de pensar no presente e no futuro.”
campeonato e a cada ano que passava os adversários queriam ganhar-nos ainda mais. Tivemos de manter um nível muito elevado para poder fazer algo assim”. O ciclo mais representativo da história do andebol nacional – que permitiu também ao FC Porto regressar à Liga dos Campeões após 14 anos de ausência e dar um novo impulso à modalidade em Portugal – estabeleceu-se como o óbvio destaque no currículo do atleta de 35 anos, que em 345 jogos pelo FC Porto ultrapassou os 1400 golos e foi distinguido em duas ocasiões com o maior símbolo do portismo. Em 2012, na 25.ª edição dos Dragões de Ouro, recebeu o galardão de Atleta Revelação do Ano; três anos mais tarde, na 28.ª gala, subiu ao palco como Atleta de Alta Competição do Ano. No final de 2015 / 16, o novo número 90 seguiu para o Wisla Plock, da
Polónia, na rota para o todo-poderoso Barcelona, ao serviço do qual viria a completar o pleno em Espanha e a vencer o Mundial de Clubes. A carreira prosseguiu nos principais campeonatos do globo com“ experiências valiosas” ao serviço dos franceses do Montpellier e do AIX, bem como dos alemães do Goppingen, e teve como mais recente paragem Atenas, onde ajudou o AEK a vencer uma Taça da Grécia e assinou 129 golos distribuídos por 49 jogos. Chamado a representar Portugal em 128 ocasiões e com um registo de 320 remates certeiros, o especialista defensivo foi também um dos impulsionadores do crescimento da seleção nacional e participou em quatro fases finais: nos Jogos Olímpicos de 2021, no Mundial de 2021 e nos Europeus de 2022 e 2024. Agora, Gilberto Duarte regressa a um balneário onde irá reencontrar Rui Silva e
Daymaro Salina, companheiros com quem conviveu em 2015 / 16 antes de dar uma“ volta ao mundo”:“ Ainda consigo encontrar pessoas que conheço bem e que são amigos para a vida. Fico muito contente”.“ Ainda a tentar gerir emoções e a assimilar tudo”, mas com vontade de“ dar o máximo e ajudar no que for pedido”, o lateral reconhece que“ nesta fase da carreira a função mudou” e passa mais pelo“ processo defensivo e por transportar a bola no contra-ataque”.“ Sou um jogador totalmente diferente do que era há dez anos, mas acredito plenamente que vou conseguir ajudar”, explica, antes de dar o mote para o que se avizinha:“ O objetivo será sempre jogar jogo a jogo, título a título. Queremos vencer o próximo jogo e vencer o próximo título. O que está para trás é história, uma história muito bonita, mas agora temos de pensar no presente e no futuro”.
69