Dragões #470 Jan 2026 | Page 25

ENTREVISTA
JANEIRO 2026 REVISTA DRAGÕES
“ NO PRIMEIRO CONTACTO QUE O MÍSTER TEVE CONNOSCO, DEU PARA PERCEBER QUE ESTÁVAMOS TODOS JUNTOS, EM SINTONIA E QUE
PODÍAMOS FAZER UMA GRANDE TEMPORADA”
temporada. Foi aí, logo na nossa conversa do primeiro dia, que as conexões bateram.
E bateram também as conexões entre os jovens e os mais velhos. Chegaram jogadores mais experientes, como o Bednarek, o De Jong e, agora, o Thiago Silva, mas a equipa continua a ser muito jovem. Funciona também essa conexão? A nossa equipa é muito jovem e os jogadores mais experientes estão sempre lá para conversar connosco, para melhorarmos cada vez mais. De alguma forma, acho que nós também os ajudamos. Acho que casou certinho a experiência com a juventude.
És quase como o“ caçula” entre os brasileiros, o mais novo, e tens menos de metade da idade do Thiago Silva. Já falaram sobre isso? Nunca falámos sobre isso, mas o Thiago tem-me ajudado bastante. Na hora do golo do Martim contra o Gil Vicente, eu fui comemorar com ele e o Thiago aproximou-se de mim e disse:“ Vai lá e vai fazer o seu agora, tem 20 minutos para fazer o seu”. Eu fiz o meu e ele veio e deu-me os parabéns. Está a ajudar-me muito. E o Pepê também.
Tens uma bela relação com o golo. Logo em agosto, fazes dois golaços, ao Casa Pia e na vitória do FC Porto em Alvalade. Dois golos semelhantes na abordagem, da direita para dentro. Explica-nos como é que um vai ao ângulo inferior e o outro ao ângulo superior. Quando olhas para a baliza, o que decides fazer naqueles dois momentos? No decorrer do jogo, vamos analisando as fragilidades do adversário e aquilo que podemos fazer de diferente. Contra o Casa Pia, sabia que se eu chapasse ali no chão poderia ter mais possibilidades de fazer golo. Contra o Sporting, também sabia. No aquecimento, tentei essa chapada e, no decorrer do jogo, tento umas três vezes, só que erro. Mas não perdi a confiança, porque sabia que, se acertasse, havia uma grande chance de ser golo. Então, eu consegui acertar.
Como foi ganhar em Alvalade e fazer o golo da vitória? Cara, ali eu acho que foi uma das viradas de chave também. Deu muito ânimo, deu-nos muito gás, porque fomos para um clássico, em casa do adversário, lembrados do que tinha acontecido na época anterior. Ganhámos e mudámos totalmente o ambiente, passámos a acreditar que poderíamos ser campeões.
És alguém que até hoje não demonstrou qualquer problema em não ser titular. Umas vezes és titular, outras vezes entras 10, 15 minutos. É importante esse ambiente salutar?
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