Dragões #470 Jan 2026 | 页面 20

ENTREVISTA
JANEIRO 2026 REVISTA DRAGÕES
Quais eram os grandes clubes que tinhas por perto? Em Aracaju, na minha cidade, que pertence ao estado mais pequeno do país, não tem clubes de grande expressão, mas tem o Confiança e o Sergipe. Eu tive a capacidade de seguir outros rumos e ir para São Paulo e, desde que passei nas captações do São Paulo, tive a oportunidade de ir para outros clubes, mas optei pelo São Paulo por ser uma referência do futebol de formação.
Como surgiu essa oportunidade de ir para São Paulo? Eras muito jovem, com 14, 15 anos, certo? Na verdade, na primeira vez que fui para São Paulo tinha 11 anos, mas não podia ficar alojado antes dos 14. Fui jogar uma competição na Paraíba, a Taça Brasil, em que joguei com o Pedro Lima, que esteve no FC Porto até há pouco tempo, e estavam lá olheiros do São Paulo. Depois de me ver jogar, um dos olheiros foi falar com o meu pai para que eu fizesse uma semana de treinos no São Paulo. Eu fui e fui muito bem, eles gostaram e acabei por ficar. A cada três meses, ia fazer esse período de treino, dos 11 aos 14 anos.
Quando chegas ao São Paulo, ficas definitivamente a 1.700 quilómetros de casa e passas de um município com 600 mil habitantes para uma grande metrópole com 12 milhões de habitantes. Como foi essa transição para ti e para os teus pais, que começaram a perceber que o teu sonho passava por estares sempre longe de casa? Há até um instante engraçado. Quando fui
“ QUANDO FOI A ÚLTIMA AVALIAÇÃO NO SÃO PAULO, DISSE AO MEU PAI QUE IA TREINAR MAL E QUE NÃO QUERIA PASSAR, PORQUE NÃO QUERIA FICAR LONGE DE CASA.”
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