Dragões #469 Dez 2025 | Page 66

GOLO REI
DEZEMBRO 2025 REVISTA DRAGÕES

Bruno Moraes

Oitava jornada, estádio cheio e primeiro lugar tripartido. Um salto, um cabeceamento e o Dragão em delírio: Bruno Moraes fechava o clássico e abria a porta da liderança ao cair do pano num jogo que valeu mais do que três pontos – foi um empurrão na caminhada para o título.
TEXTO de ALBERTO BARBOSA

Cabeça fria aos 92

“ O meu melhor golo foi contra o Benfica”, escolhe Bruno Moraes sem hesitar. Não por ser o mais vistoso – para isso há um remate raro, de pé esquerdo e de fora da área, em Hamburgo –, mas por tudo aquilo que o envolve: o peso do clássico, a tabela apertada com os três grandes empatados no primeiro lugar e a atmosfera que só o Dragão proporciona.“ O estádio estava maravilhoso, perfeito para um dia de clássico”, recorda. O jogo acabaria por valer a liderança isolada em outubro, mas mais parecia uma final. A entrada do FC Porto foi convincente. A equipa assumiu a bola, ganhou metros e duelos e encostou o rival às cordas. Lisandro López já tinha marcado quando Ricardo Quaresma, em modo íman, somou receções e desequilíbrios até assinar um daqueles momentos que ficam para sempre: finta curta, remate em arco, com selo próprio, bola ao poste mais distante e estava feito o 2-0.“ Foi uma jogada maravilhosa, um grande golo”, resume Bruno. Parecia o guião perfeito para uma noite completa, até que o clássico mostrou a sua face mais dura: uma entrada de Katsouranis sobre Anderson, ainda na primeira parte, tirou o criativo do jogo.

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