Dragões #469 Dez 2025 | Page 50

ENTRE LINAS
DEZEMBRO 2025 REVISTA DRAGÕES
FC PORTO 1-3 VISTÓRIA SC
Com nove caras novas de início e sete amarelos no boletim de jogo, a noite da Taça da Liga acabou por ser um daqueles serões menos felizes no Dragão: muito risco, pouco prémio. O FC Porto adiantou-se cedo, com Gabri Veiga a matar no peito o passe de Pablo Rosario e a picar sobre o guarda-redes aos oito minutos, mas a única derrota caseira da época apareceu precisamente no jogo em que havia menos margem de erro. A competição em que o clube menos sorri voltou a fugir nos quartos de final. Entre o 1-0 e o 1-3 coube quase tudo aquilo que Farioli sintetizou em“ dinâmicas que deixam sem palavras”. A equipa podia ter ido para o intervalo com outra almofada, mas a grande penalidade que parecia desenharse por mão de João Mendes foi apagada ao microscópio do VAR, enquanto, do outro lado, o contacto de Rosario sobre Camara na área portista acabou mesmo em penálti convertido por Nélson Oliveira. A leitura do treinador é clara: primeira parte muito boa, vantagem curta, castigo pesado. E a sensação de que o jogo começou a descarrilar nos detalhes pelos quais este FC Porto é obcecado. Depois do intervalo, a estatística ficou do lado certo e o resultado do lado errado. Cláudio Ramos falou em“ três erros, três golos”; os números ajudam a perceber o desabafo: 22 remates contra cinco, dois penáltis sofridos, três lances em que o Vitória precisou de pouco mais do que esperar pelo erro azul e branco para silenciar o estádio. Ainda assim, houve insistência e intenções: Mora perto do 2-2, Farioli a virar o banco do avesso, a equipa a empurrar o jogo para a área adversária até ao último minuto. Faltou o golo que reconciliasse a crónica com o volume de jogo. O que sobrou foi uma imagem que não cabe na ficha de jogo: o apoio das bancadas depois do apito final. O treinador falou nesse empurrão emocional, Cláudio sublinhou“ a força do FC Porto” mesmo na noite má e ambos apontaram para o mesmo sítio: ainda há três frentes em aberto. Nas entrelinhas, ficou a ideia de que a Taça da Liga fechava um parêntesis amargo.
Em Tondela, a história escreveu-se com duas assinaturas. Samu acendeu o primeiro rastilho, William Gomes dobrou a vantagem logo a seguir e, entre a rede ainda a tremer e o dedo a apontar o caminho, ficou o retrato perfeito de um FC Porto que resolveu depressa e soube controlar até ao fim.
CD TONDELA 0-2 FC PORTO
Com nove caras novas de início e sete amarelos no boletim de jogo, a noite da Taça da Liga acabou por ser um daqueles serões menos felizes no Dragão: muito risco, pouco prémio. O FC Porto adiantou-se cedo, com Gabri Veiga a matar no peito o passe de Pablo Rosario e a picar sobre o guarda-redes aos oito minutos, mas a única derrota caseira da época apareceu precisamente no jogo em que havia menos margem de erro. A competição em que o clube menos sorri voltou a fugir nos quartos de final. Entre o 1-0 e o 1-3 coube quase tudo aquilo que Farioli sintetizou em“ dinâmicas que deixam sem palavras”. A equipa podia ter ido para o intervalo com outra almofada, mas a grande penalidade que parecia desenhar-se por mão de João Mendes foi apagada ao microscópio do VAR, enquanto, do outro lado, o contacto de Rosario sobre Camara na área portista acabou mesmo em penálti convertido por Nélson Oliveira. A leitura do treinador é clara: primeira parte muito boa, vantagem curta, castigo pesado. E a sensação de que o jogo começou a descarrilar nos detalhes pelos quais este FC Porto é obcecado. Depois do intervalo, a estatística ficou do lado certo e o resultado do lado errado. Cláudio Ramos falou em“ três erros, três golos”; os números ajudam a perceber o desabafo: 22 remates contra cinco, dois penáltis sofridos, três lances em que o Vitória precisou de pouco mais do que esperar pelo erro azul e branco para silenciar o estádio. Ainda assim, houve insistência e intenções: Mora perto do 2-2, Farioli a virar o banco do avesso, a equipa a empurrar o jogo para a área adversária até ao último minuto. Faltou o golo que reconciliasse a crónica com o volume de jogo. O que sobrou foi uma imagem que não cabe na ficha de jogo: o apoio das bancadas depois do apito final. O treinador falou nesse empurrão emocional, Cláudio sublinhou“ a força do FC Porto” mesmo na noite má e ambos apontaram para o mesmo sítio: ainda há três frentes em aberto. Nas entrelinhas, ficou a ideia de que a Taça da Liga fechava um parêntesis amargo.
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