TEMA DE CAPA
DEZEMBRO 2025 REVISTA DRAGÕES
HONRA Jorge Nuno Pinto da Costa
O título de Presidente dos Presidentes não nasce de um slogan feliz, nasce de uma obra que mudou para sempre o rumo do FC Porto. Quando Jorge Nuno Pinto da Costa tomou posse pela primeira vez, a 23 de abril de 1982, o clube era grande, mas ainda não tinha descoberto toda a dimensão do seu potencial. A partir daí, nada voltou a ser igual. A presidência que começou nesse dia reescreveu a história azul e branca, redefiniu a ambição, alterou a geografia do poder no futebol português e colocou o FC Porto no mapa do futebol mundial. Basta olhar para os números para perceber a dimensão da transformação. Em quase nove décadas de vida, até 1982, o FC Porto tinha conquistado 16 troféus no futebol, três deles já com Pinto da Costa à frente do departamento de futebol. Nas 42 temporadas que se seguiram à sua eleição, os portistas somaram 23 Campeonatos Nacionais, 22 Supertaças, 15 Taças de Portugal, duas Taças Intercontinentais, 2 Ligas dos Campeões, 2 Ligas Europa, uma Supertaça Europeia e uma Taça da Liga. Cada um destes títulos tem histórias próprias, mas todos têm o mesmo ponto em comum: um presidente que nunca aceitou outro lugar que não fosse o topo.
A mudança não se fez apenas no relvado e não se limitou ao futebol. Com Pinto da Costa ao leme, o FC Porto tornou-se campeão europeu e mundial em várias modalidades e escalões, ergueu equipas que marcaram eras – o decacampeão de hóquei em patins, o heptacampeão de andebol, o hexacampeão de bilhar, o pentacampeão de futebol – e afirmou uma cultura de vitória transversal ao clube. As modalidades não eram um apêndice, eram uma expressão da mesma identidade competitiva que os Dragões exibiam nos grandes palcos europeus. Em paralelo, o dirigente transformou também o património físico e simbólico do FC Porto. Aumentou a capacidade do Estádio das Antas, sonhou o Estádio do Dragão, ao qual juntou um Museu e um pavilhão que são hoje cartões de visita do clube e da cidade. Reabilitou o Campo da Constituição, berço de tantas memórias, e assegurou as condições para que o FC Porto continue a usufruir do Centro de Treinos Jorge Costa e do Complexo de Piscinas de Campanhã. Cada obra teve um propósito concreto, mas todas partilhavam a mesma ideia de fundo: preparar o futuro sem desligar as raízes. Entre abril de 1982 e maio de 2024, o maior clube do Norte tornou-se também o clube português mais titulado e um
42