Dragões #469 Dez 2025 | Page 16

maior. Lembrou o líder que guiou os azuis e brancos a conquistas sem paralelo no futebol português e“ o maior dirigente desportivo do futebol mundial”, e chamou ao palco da memória Jorge Costa,“ capitão”,“ dirigente” e exemplo de coragem, lealdade e paixão pelo emblema.“ Se há alguém que nos inspira como ninguém, és tu, meu querido amigo Jorge”, confessou, num dos momentos mais emotivos da noite. A dor não ficou por aqui. Diogo Jota e o irmão André Silva, desaparecidos demasiado cedo, foram recordados como motivo de tristeza, mas também de responsabilidade.“ Estas perdas doem. Tocam-nos como portistas e como pessoas. Mas obrigam-nos a olhar para o legado que deixaram e a transformá-lo em responsabilidade”, sublinhou o presidente, antes de deixar uma frase que atravessou toda a intervenção:“ Sem memória, não há história. Sem memória, não há futuro.” Depois da memória, a verdade do presente. Sem maquilhar a época de 2024 / 25, André Villas-Boas reconheceu que“ foi um ano duro”. Houve conquistas importantes e projetos estruturantes lançados, mas faltou aquilo que todos desejavam: o título nacional de futebol.“ Houve momentos de frustração e houve erros, e não temos qualquer problema em assumi-lo”, afirmou, recusando empurrar responsabilidades para o lado. Mas fez questão de frisar que“ não foi um ano perdido”, justamente por não se esconder. Recordou a Supertaça no futebol, o bicampeonato nacional de hóquei em patins, a Supertaça e a Taça em basquetebol e muitos títulos na natação e no desporto adaptado como prova de que“ o espírito portista, competitivo e vencedor, está presente em todas as frentes”. É desse espírito que nasce o“ ano de esperança” que está em curso. Villas- Boas explicou as“ decisões exigentes e difíceis” tomadas no futebol, a aposta em Francesco Farioli –“ um treinador jovem, mas com um percurso já sólido, que representa bem o equilíbrio que queremos” – e um mercado feito com rigor, mas sem medo de investir. Mais de cem milhões de euros aplicados num plantel que mistura experiência e juventude, talento e carácter, jogadores que, nas palavras do presidente, sabem que aqui“ não basta jogar bem: é preciso ter uma relação de compromisso com o clube e com os adeptos”. Os sinais, garante,“ são encorajadores” e sente-se,“ dentro do balneário e fora dele”, que há condições para lutar até ao fim pelo lugar que o FC Porto reclama para si. O sonho do título não é uma frase feita: está presente“ em cada treino, em cada reunião, em cada decisão” e traz implícita uma dedicatória a quem tanto deu pelo clube. Mas um FC Porto forte não se constrói apenas no relvado. Villas-Boas quis falar daquilo que foi feito“ fora das quatro linhas”, porque um clube só é verdadeiramente robusto“ quando os alicerces estão sólidos”. Em poucos meses, a nova direção alcançou um resultado líquido consolidado histórico, reduziu de forma significativa os custos operacionais da SAD, melhorou os capitais próprios e, em simultâneo, concretizou o maior investimento dos últimos anos na equipa
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