Dragões #469 Dez 2025 | Page 17

DEZEMBRO 2025 REVISTA DRAGÕES
principal. Ao nível associativo, a resposta dos portistas foi“ extraordinária”: o novo cartão de sócio, o portal do sócio e o portal da bilhética ajudaram a trazer mais de 15 mil novos associados em cinco meses, num movimento que reforça a ideia de que o clube é dos sócios. As Casas FC Porto surgem, neste quadro, como pilar fundamental. O presidente falou de processos simplificados, de uma escuta mais atenta às suas preocupações e da criação de um ranking de carácter social e associativo que valoriza o que fazem“ pelo clube e pela sociedade”. Da mesma lógica nasce a Fundação FC Porto, pensada para aprofundar a missão social, cultural e desportiva e dar nova expressão ao estatuto de utilidade pública do clube.“ Ao serviço da juventude e do desporto”, recordou, evocando o velho lema do Estádio das Antas e projetando-o na cidade, na região, no país e no mundo. No capítulo das infraestruturas, a mensagem é clara:“ Decidimos não esperar mais.” O Centro de Alto Rendimento do Olival começou finalmente a sair do papel; o processo de licenciamento com a autarquia de Vila Nova de Gaia está na reta final e há um plano claro para dotar o FC Porto de um centro de treinos à altura das suas ambições. Em Campanhã, nos terrenos da antiga Escola Ramalho Ortigão, avançará um pavilhão multidesportivo decisivo para fixar modalidades, apoiar o desporto feminino, o futsal e o desporto adaptado e reforçar a ligação à cidade numa zona que há muito pedia respostas estruturantes. Villas-Boas não esqueceu o anterior executivo da Câmara Municipal do Porto, liderado por Rui Moreira, cuja visão“ permitirá o acesso fácil à prática desportiva de centenas de jovens portuenses”. A ideia é simples: o FC Porto está a crescer“ de forma integrada”, na competitividade desportiva, no ecletismo, na saúde financeira, na dimensão associativa e na qualidade das infraestruturas. No fecho do círculo, o presidente regressou à essência dos Dragões de Ouro. A gala, lembrou, nasce deste contexto, dos desafios que o clube enfrenta e da forma como lhes responde. Cada distinguido que sobe ao palco não é apenas o autor de um golo, de um título ou de um projeto bemsucedido; é alguém que,“ num ano muito difícil para o clube”, manteve acesa“ a chama da exigência”. Por isso, deixou um aviso aos galardoados: o Dragão de Ouro“ não é um ponto de chegada, é um ponto de passagem” que os liga ainda mais ao FC Porto. O melhor que podem fazer com esse reconhecimento é“ continuar a ser exemplo, continuar a puxar pelos outros, continuar a honrar todos os dias o símbolo que trazem ao peito”. E, como não podia deixar de ser, falou da alma do clube: os sócios e adeptos. Lugares anuais esgotados em tempo recorde, estádios cheios em casa e fora, milhares de portistas em deslocações longas, uma energia que se sente nas bancadas e, muitas vezes, também nas redes.“ É por causa dessa força que o FC Porto continua a incomodar tanta gente. É por causa dessa força que, mesmo quando o caminho parece inclinado, sabemos que não estamos sozinhos”, afirmou, lembrando que a Direção tem apenas a responsabilidade de gerir e entregar às próximas gerações um património“ mais rico” do que aquele que recebeu. No final, duas palavras ficaram coladas à noite de gala: gratidão e confiança. Gratidão aos funcionários, à Direção, aos Órgãos Sociais, à Administração da SAD e a todos os que,“ de forma anónima”, mantêm viva a máquina azul e branca. E confiança porque, mesmo num contexto difícil, o FC Porto está“ a construir bases sólidas para voltar a viver grandes vitórias e para voltar a levantar troféus”. Com uma condição que André Villas-Boas repetiu como compromisso perante a plateia do Dragão Arena:“ Juntos, com trabalho, com rigor e com ambição, vamos continuar a levar este clube para a frente.” Lutando sempre“ com realismo, mas sem medo”, por um FC Porto maior, mais competitivo e cada vez mais fiel à sua identidade.
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