Dragões #469 Dez 2025 | Page 11

TEMA DE CAPA
DEZEMBRO 2025 REVISTA DRAGÕES
Amo”, clássico italiano que atravessa gerações, deu corpo à ideia de que o amor ao FC Porto não precisa de tradução. E“ Don’ t Stop Me Now”, dos Queen, funcionou como recado implícito à concorrência: não nos parem, porque isto ainda agora começou. Mais do que alinhamento de temas, foi um alinhamento de mensagens. Depois da música, o silêncio necessário para ouvir o presidente. O discurso de André Villas-Boas, a que voltaremos nestas páginas de lupa, fez aquilo que se pede a um líder: olhou para o passado sem cair na nostalgia, abordou o presente sem redes de segurança e apontou ao futuro com a naturalidade de quem sabe que o FC Porto não nasceu para ocupar lugar, nasceu para o disputar. Entre
O FC Porto emprestou o palco e o Chelsea tratou do resto: venceu o City numa final inglesa e ergueu a“ orelhuda” num cenário de luxo.
Jorge Costa e Diogo Jota foram homenageados ao 2.º e ao 21.º minuto da goleada sobre a Arménia que garantiu a qualificação de Portugal para o Mundial 2026. referências à exigência, à estratégia e à fidelidade a uma matriz competitiva muito própria, ficou a sensação de que aquele microfone podia perfeitamente estar no centro de um balneário cheio. O coração da noite chegou em forma de homenagem. As luzes baixaram, o ecrã encheu-se de rostos que fazem parte da memória coletiva portista e a música tratou do resto.“ Who Wants to Live Forever”, escrita por Brian May e eternizada pela voz de Freddie Mercury, trouxe para a sala a pergunta que ninguém gosta de fazer quando pensa em quem já partiu.“ What a Wonderful World”, imortalizada por Louis Armstrong, lembrou que o mundo do futebol fica de facto mais bonito
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