TEMA DE CAPA
DEZEMBRO 2025 REVISTA DRAGÕES
ESPETÁCULO TOTAL
TEXTO de ALBERTO BARBOSA
Por uma noite, o Dragão Arena virou-se do avesso: onde costumam mandar balizas e tabelas, mandaram a luz, a música e a emoção. A 38.ª gala dos Dragões de Ouro transformou o pavilhão numa sala de espetáculos em quatro tempos – música, memória, emoção e orgulho – com orquestra, medleys, magia, cinema e homenagens que deixaram a plateia lavada em lágrimas.
Naquela noite, a de 1 de dezembro, o azul e branco confundiu-se com as luzes da sala e o FC Porto trocou o ruído das bancadas pelo brilho de uma superprodução. Vídeo, cor e feixes de luz a rasgar a escuridão: antes de se ouvir a primeira palavra, a gala dos Dragões de Ouro já tinha dito tudo sobre o que queria ser. A orquestra abriu o jogo, os bailarinos desenharam coreografias no palco principal e, de repente, a identidade portista parecia ter encontrado lugar natural na banda sonora de um musical. Rúben, Sissi, FF e Soraia foram os primeiros a entrar em cena. O medley inaugural trouxe três declarações em forma de canção.“ This Is Me”, saída de um filme que celebra quem não pede desculpa por ser diferente, soou como manifesto de clube que se recusa a caber nas etiquetas.“ Sarà Perché Ti
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