Dragões #468 Nov 2025 | Page 67

BASQUETEBOL
NOVEMBRO 2025 REVISTA DRAGÕES
“ Tive a maior parte dos clubes da Liga a tentar contratar-me e também tive um par de ofertas de outros países, mas queria jogar no FC Porto.”
a ganhar e tinha um treinador que confiava em mim, que me deixava ser eu próprio e mostrar os meus talentos. Ajudaram-me a ser o que sou hoje.
Estava à espera de ser eleito o MVP da Liga? Se estava à espera? Não. Apenas me focava em fazer o meu trabalho e em jogar bem. Encontrei o meu ritmo após um par de jogos e a partir daí foi sempre a andar, comecei a sentir que poderia ser um problema a jogar nesta Liga.
Teve mais clubes interessados além do FC Porto depois da época que fez no Imortal? Tive a maior parte dos clubes da Liga a tentar contratar-me e também tive um par de ofertas de outros países, mas queria jogar no FC Porto, disputar a qualificação para a Liga dos Campeões e depois a FIBA Europe Cup. Senti que era para aqui que tinha de vir.
Como tem sido trabalhar com o treinador Fernando Sá? Tem sido fantástico, ele é um treinador dos jogadores, dá-me muita confiança e deixa-me ser eu próprio. Todos os dias puxa por mim para ser melhor e para me manter focado, pois ele sabe o quão bom eu sou e às vezes esqueço-me disso.
As várias lesões tornaram o início da época mais complicado para a equipa? Sim, tem sido duro. Quando começámos a época, tínhamos três ou quatro jogadores lesionados, jogadores-chave dentro do campo. Isso é duro, pois alguns regressam e depois lesionam-se outros, é difícil de gerir. Até agora tem sido um caminho difícil, mas penso que quando estivermos mais saudáveis, vamos construir uma química mais forte dentro do campo. Não tenho dúvidas de que as coisas vão melhorar daqui para a frente.
Quão importante foi a participação na FIBA Europe Cup para si e para a equipa? Foi uma boa experiência, apesar de não termos conseguido os resultados que queríamos. Não avançámos para a fase seguinte, mas foi uma boa experiência para nos conhecermos uns aos outros e para melhorarmos enquanto equipa. Nestas situações, aprendemos muito sobre nós próprios, individual e coletivamente. Agora vamos preparar-nos para o que temos pela frente a nível interno.
Como olha para os rivais na luta pelo( s) título( s)? Olho para eles precisamente assim, como rivais. Quem quer que esteja no campo contra mim ou contra nós, é um rival. No final de contas, o que queremos é ganhar e eu sou muito competitivo e quero muito ganhar.
Acredita que vencer a fase regular do campeonato pode fazer a diferença nos Playoffs ou nem por isso? Construindo uma boa química durante a fase regular, penso que isso nos dá um bom embalo para os Playoffs. Obviamente que os Playoffs são diferentes, temos mais tempo para trabalhar coisas específicas. Ainda assim, penso que é a química que se constrói ao longo do ano que nos carrega para os Playoffs.
O que podem os adeptos esperar da equipa no que resta da temporada? Acima de tudo, melhorias. Neste momento estamos numa posição difícil, mas assim que estivermos saudáveis e com tudo claro, acredito que vamos ver melhorias jogo após jogo. É um processo, uma jornada, pois as coisas não mudam de um momento para o outro. Jogo após jogo, os adeptos podem esperar melhorias, isso é certo.
Como se descreveria enquanto basquetebolista? Decisivo e implacável. Quando estou verdadeiramente focado e faço o que é preciso fazer para
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