Dragões #468 Nov 2025 | Page 14

TEMA DE CAPA
NOVEMBRO 2025 REVISTA DRAGÕES

PALCO PARA TODAS AS VOZES

Os Coldplay pintaram os céus com néons, pulseiras luminosas e confettis multicoloridos.
O Estádio do Dragão nasceu para ser a casa do FC Porto, mas depressa aprendeu outras línguas: fala rock de estádio, pop adolescente, corridas de automóveis e festivais infantis. Quando não há bola a rolar, o relvado e as bancadas transformam-se num palco multidisciplinar onde cabem os Rolling Stones, os Coldplay, os Muse, os One Direction, o Panda, pilotos de elite e famílias inteiras de cachecol ao pescoço.

Em agosto de 2006, o Dragão recebeu aquele que muitos continuam a descrever como o maior palco alguma vez montado em Portugal. Os Rolling Stones trouxeram a digressão A Bigger Bang ao Porto e fizeram vibrar cerca de 47.000 pessoas com uma setlist de clássicos, precedida pelo aquecimento dos The Dandy Warhols, a quem confiaram a primeira parte. Mais do que um concerto, foi uma espécie de certificado internacional que inscreveu o estádio na rota dos grandes espetáculos mundiais. Quase seis anos depois, em maio de 2012, os Coldplay pintaram o estádio com néons, pulseiras luminosas e confettis multicoloridos. A Mylo Xyloto Tour passou pelo Dragão com mais de 50.000 pessoas nas bancadas e no relvado, num cenário pensado ao milímetro para rock de estádio. Antes de Chris Martin e companhia subirem ao palco, o aquecimento ficou por conta

Com os One Direction em palco, o Dragão foi capital mundial do pop adolescente.
de Marina and the Diamonds e Rita Ora, numa primeira parte em registo pop enérgico que preparou o estádio para o banho de cor que se seguiria. A 10 de junho de 2013, o Dragão voltou a vestir-se de rock britânico para receber os Muse e a The 2nd Law Tour, num concerto único em Portugal pensado de raiz para grandes estádios. A noite começou com o aquecimento e a estreia em solo nacional dos We Are The Ocean, para depois a banda de Matt Bellamy transformar o relvado numa máquina de efeitos especiais, com robôs gigantes, luzes e decibéis. Entre hinos como“ Uprising”,“ Starlight” ou“ Madness”, o que ficou na memória foi a sensação de um espetáculo total
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