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quarta parte do inquérito aborda dados gerais dos inquiridos (sexo, idade, formação e enquadramento profissional), de modo a caracterizar a amostra, incluindo seis questões. Assim, no total, o inquérito apresenta 22 perguntas, a maioria com opções de respostas fechadas, algumas das quais aplicando a escala de Likert. Inicialmente, o questionário foi desenvolvido em inglês e depois traduzido nas línguas dos países onde foi distribuído, tendo sido difundido online através da plataforma LimeSurvey, onde foi criado um coletor para cada país participante. Aos quatro países iniciais foram-se juntando outros, tendo havido um alargamento progressivo, a partir do primeiro trimestre de 2014, ao Reino-Unido, Itália, EUA, Roménia, Finlândia, Hungria, Portugal, México, Lituânia, Noruega e Brasil. Assim, Portugal integrou este grupo de trabalho no primeiro semestre de 2014, tendo aplicado o inquérito entre dezembro de 2014 e fevereiro de 2015. Em Portugal, foi criada uma amostra por conveniência, com o envio de 2.500 mensagens de e-mail tanto para instituições (bibliotecas, arquivos e museus) como para profissionais. O questionário foi iniciado 209 vezes, tendo-se registado 127 questionários completos. Será nestes questionários completos que irá incidir a apresentação e análise dos resultados. 4. Apresentação e análise dos resultados 4.1. Caracterização geral da amostra Na amostra de 127 profissionais, 73,2% (nº 93) são do sexo feminino e 26,7% (nº 34) do sexo masculino (Q17). Verifica-se assim um predomínio de género, confirmando a ideia comum de que as profissões da informação são exercidas essencialmente por mulheres e estando alinhado com dados anteriores sobre a caracterização da profissão em Portugal (Pinto e Ochôa, 2006, p. 64). No que respeita à faixa etária (Q18), o grupo mais numeroso é o dos 40-49 anos (41,7%, nº 53), seguindo-se os que têm entre 50-60 anos, com 24,4% (nº 31). Há ainda um número residual de 3,9% (nº 5) que se situa acima dos 60 anos. Assim, pode concluir-se que os inquiridos são profissionais de meia-idade, pois aqueles que se situam entre os 30-39 anos representam 22% (nº 28), enquanto os menos 30 anos são apenas 7,8% (nº 10). Estes dados parecem ser congruentes com as respostas à questão acerca do tempo de ligação à instituição onde exerce funções (Q22), ainda que naturalmente ao longo da sua carreira os profissionais possam mudar de entidade empregadora. Constata-se que perto de um quarto dos inquiridos (24,2%, nº 31) tem uma ligação à instituição onde trabalha há 20 anos ou mais, havendo ainda 20,4% (nº 26) que mantém esse vínculo entre 15 a 19 anos e 21,2% (nº 27) entre 10 e 14 anos. Portanto, pode afirmar-se que a maioria dos inquiridos deve dispor de um bom conhecimento da sua instituição, dada a sua ligação prolongada com esse contexto. Os restantes apresentam uma ligação à instituição onde exercem funções que varia entre 18,9% (nº 24), para as ligações entre 5 a 9 anos, e os 14,9% (nº 19) para os que aí trabalham há menos de 5 anos. 525