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No que toca ao tipo de organismo onde os inquiridos exercem profissionalmente( Q21), constata-se que a maioria tem ligação a serviços bibliotecários: biblioteca académica( 32,2 %, n º 41), biblioteca municipal( 9,4 % n º 12), biblioteca escolar( 2,3 %, n º 3), biblioteca especializada( 11,8 %, n º 15). Havia também a opção“ outro” onde muitos inquiridos( 34,6 %, n º 44) optaram por registar o tipo de instituição, ainda que essa tipologia estivesse incluída nas opções apresentadas, predominando diferentes categorias de bibliotecas. Há ainda a sublinhar que os serviços de arquivo estão sub-representados, com 7,8 % de respondentes( n º 10). Esta situação é ainda mais problemática no caso dos museus, pois esta opção foi escolhida por apenas um inquirido. Face a estes números, impõe-se salientar que, no caso português, o objetivo inicial fixado de recolher contributos de profissionais da área dos serviços de arquivo e dos serviços museológicos acabou por não ser concretizado. Este facto pode encontrar explicação em diferentes motivos, como o de existir um maior número de bibliotecas do que de arquivos ou de museus, porque os endereços de e-mail selecionados pertenciam em maioria a bibliotecas e também porque os bibliotecários serão, dentre os profissionais da informação, aqueles que mais imediatamente se sentem preocupados com as questões relativas aos direitos de autor, ainda que as problemáticas desta área também se coloquem nos arquivos e nos museus de forma incisiva, por exemplo nas iniciativas de digitalização de acervos ou de disponibilização de informação online. Note-se, contudo, que no estudo já publicado sobre a recolha de dados na Bulgária, Croácia, França e Turquia, também há um predomínio significativo dos profissionais das bibliotecas( 78 %), havendo 19 % a exercer a sua atividade noutro tipo de instituição cultural não especificada e apenas 2 % em arquivos e 1 % em museus( Todorova, et al., 2014). No caso específico da França, esta situação é ainda mais acentuada pois em 329 inquiridos um exerce funções num museu e todos os restantes em diferentes tipos de bibliotecas, não havendo nenhum arquivista na amostra( Boustany, 2014).
Em termos de caracterização geral, podemos ainda referir os graus académicos( Q19) dos respondentes e a sua área de formação( Q20). O grupo maioritário é o que afirma ser licenciado( 40,1 %, n º 51), seguindo-se os detentores do grau de mestre( 33,8 %, n º 43). Os que frequentaram cursos de pós-graduação assinalaram a opção“ outro” e correspondem a 15,7 %( n º 20). Há ainda 10,2 %( n º 13) dos inquiridos que indicou ter o doutoramento como o seu grau académico mais elevado.
Quanto às áreas de formação, a maioria da amostra( 58,2 %, n º 74) afirma ter formação na área da Ciência da Informação – Biblioteconomia e 15,7 %( n º 20) refere a área da Ciência da Informação – Arquivo. Assim, parecem predominar os profissionais oriundos de um modelo de formação dual, consentâneo com os Cursos de Especialização em Ciências Documentais, divididos em dois ramos( Biblioteca / Documentação e Arquivo), específico do contexto português entre a década de noventa do século passado e o final da primeira década do novo milénio. Note-se aliás que estes números se tornam mais compreensíveis se atendermos aos grupos etários da amostra caracterizados acima. Adicionalmente, há 12,6 %( n º 16) dos inquiridos a afirmar que a sua formação é na área da História, 1,5 %( n º 2) na Museologia e 2,3 %( n º. 3) no campo dos Estudos do Património. Houve também uma percentagem significativa de respondentes( 34,6 %, n º 44) que escolheu a opção“ outros”, identificando a sua área de formação de modo muito variado, incluindo
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