do mar.
Na área jurídica, Pinheiro( 2013) introduz os desafios advindos da Sociedade Convergente: a informação caracterizada pela transmissão veloz, de origem centralizada e caráter de riqueza inesgotável. A mudança tecnológica trouxe mudanças sociais e comportamentais e consequentemente jurídicas: quando“ a sociedade muda, o Direito também deve mudar, evoluir”( p. 459). O direito digital, embora não seja um direito totalmente novo, supõe a quebra de paradigmas, concentrando a mudança na postura de quem realiza a interpretação e a aplicação da legislação em vigor( p. 49- 80).
O Direito Digital consiste na evolução do próprio Direito, abrangendo todos os princípios fundamentais e indistintos que estão vigentes e são aplicados até hoje, assim como introduzindo novos institutos e elementos para o pensamento jurídico, em todas as suas áreas( Direito Civil Direito Autoral, Direito Comercial, Direito Contratual, Direito Econômico, Direito financeiro, Direito Tributário, Direito Penal, Direito Internacional etc.)( p. 75).
Os profissionais da área jurídica são compelidos a mudar a forma de pensar o direito e de trabalhar com ele. O advogado deve estrategista, informatizado e com visão e conduta de negociador para trabalhar com a grande diversidade gerada pela individualização e pela overchoice, conceito de Tofler para um mundo em que as possibilidades de escolha são infinitas( p. 53, 454-455).
Ao combinar a interdisciplinaridade das ciências do mar e a criatividade da publicidade e propaganda com a formalidade da área jurídica, foi proposta desta investigação delinear a busca de informações jurídicas a partir das fontes de informação, novas estratégias, parâmetros de busca por parte dos profissionais e pesquisadores, e de como este processo de busca de informação“ saiu da caixa” para um processo mais holístico, mais até mesmo coletivo e colaborativo.
2. Pesquisa jurídica“ fora da caixa”: informação jurídica, fontes de informação e necessidade de informação
Observa-se uma complexidade neste estudo devido à utilização de diversos conceitos inter-relacionados na pesquisa jurídica, alguns deles em pleno momento de construção: informação e documentação jurídica, fontes de informação e necessidade de informação.
2.1. Documentação e informação jurídica
Num breve apanhado cronológico na literatura brasileira, sobre informação e documentação jurídica, toma-se como ponto de partida a definição de documentação jurídica de Alonso( 1979, p. 19). Para Nascimento e Guimarães( 2004)“ o documento jurídico ultrapassa sua clássica tríplice divisão em legislação, doutrina e jurisprudência” e introduzem a necessidade de seu entendimento de uma forma mais abrangente( p. 40). Silva( 2010) retoma o conceito de Alonso e o combina como de Maciá( 1998 apud Silva, 2010), estendendo o suporte físico para outro suporte, o da
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