Direito e Informação na Sociedade em Rede: atas Direito e Informação na Sociedade em Rede: atas | страница 378

2. Virtualização do Judiciário: política pública do CNJ Um processo de auto conhecimento e consequente auto crítica foi engendrado pelas ações do CNJ, conforme se percebe dos relatórios anuais, com consequente processo de reflexão, conexões e comunicação com a sociedade. Pela primeira vez, inaugura-se uma visão sistêmica e complexa do Sistema de Justiça, com fito de implantar políticas públicas responsivas à sociedade. O uso das novas tecnologias e um sistema mais eficaz de conexão e informação são os pontos cruciais do sucesso desse processo. 2.1. Análise da produção normativa do CNJ Os aspectos mais significativos acoplados ao processo de virtualização e aumento do fluxo de informação e interação do Judiciário se referem a: a) Autoconhecimento e planejamento (conexão e informações): políticas ligadas a coleta e gestão de informações, necessárias ao autoconhecimento e planejamento das ações; b) Gestão interna e operacional: políticas ligadas a sua operacionalização, a mais conhecida é o processo eletrônico. A identificação desses aspectos da atuação do CNJ foi possível por meio da análise das 215 Resoluções emitidas no período de 2004 a 2015. A partir da análise das Resoluções realizou-se uma classificação das temáticas, permitindo aferir que contribuíram para a virtualização e uso das novas tecnologias cerca de 23,7% das Resoluções, pois tratavam do uso das tecnologias na gestão, autoconhecimento e planejamento do Judiciário. A análise inicial até 2011 apontava uma porcentagem ainda maior, pois o período de estruturação do processo de modernização inscrevese como fase mais rica em processos de virtualização, com 33% das Resolução desse período com tema de alguma forma ligado ao uso das novas tecnologias. A análise das Resoluções foi compilada em um quadro que reúne as características e ementas das Resoluções identificadas: 366