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benefício próprio, e o excedente, armazenado ou vendido à rede. Ao passo que majora
a participação das energias renováveis na matriz energética, a viabilização desses
sistemas diminui significativamente a demanda por geração centralizada7.
A introdução de uma plataforma digital de informação e comunicação às redes
elétricas tradicionais, somada à atualização tecnológica dos bens que as compõem,
também proporciona benefícios a todos os operadores do ramo (geradores,
transmissores, distribuidores e terceiros prestadores de serviços)8. De uma forma
geral, todos eles podem, automaticamente, detectar e corrigir falhas no sistema,
reduzindo, assim, a margem de potenciais prejuízos. Além disso, estão habilitados
(principalmente os distribuidores) a prestar uma nova gama de serviços energéticos e
de telecomunicações – nomeadamente, TV, Internet, telecomunicações, monitoramento remoto, entre outros9.
3. Desafios jurídico-regulatórios
Para a efetiva implementação das redes inteligentes de energia, é preciso superar
obstáculos de ordem técnica, econômica e, sobretudo, regulatória10.
e "smart cities": quando as cidades além de belas, ordenadas e sustentáveis se tornam inteligentes, 6 p.. Coimbra:
RevCEDOUA; Sobre outros projetos, ver European Commission. Smart Grid projects in Europe: Lessons learned
and current developments. 2012 update. JRC Scientific and Policy Reports. Luxembourg: Publications Office of the
European Union, 2013.
Disponível
em:
http://ses.jrc.ec.europa.eu/sites/ses.jrc.ec.europa.eu/files/documents/ld-na-25815-enn_final_online_version_april_15_smart_grid_projects_in_eu