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reformular a questão, prevendo O que a fonte sabe ou é capaz de informar. A questão
formalizada é então modificada ou reelaborada numa forma que possa ser
compreendida ou processada pelo sistema de informação. A questão finalmente
apresentada representa a necessidade de informação no nível adaptado. O conceito
de níveis de necessidades de informação de Taylor é ratificado na literatura da ciência
da informação, em especial na área das entrevistas de referência (Taylor apud Choo,
2003, p. 101).
Marchionini analisa o processo de busca da informação em um ambiente
eletrônico constituído de oito subprocessos que se desenvolvem paralelamente:
reconhecer e aceitar um problema de informação; definir e entender o problema;
escolher um sistema de busca; formular um questionário; executar a busca; examinar
os resultados; extrair informações; e refletir/repetir/parar. Ellis e outros autores
derivam um modelo comportamental de busca de informação de uma análise dos
padrões de busca de cientistas sociais, físicos e químicos. O modelo descreve oito
atividades genéricas de busca: iniciar, encadear, vasculhar, diferenciar, monitorar,
extrair, verificar e finalizar (Choo, 2003, p. 103).
O resultado do uso da informação é uma mudança no estado de conhecimento
do indivíduo ou de sua capacidade de agir. Portanto, o uso da informação envolve a
seleção e o processamento da informação, de modo a responder a uma pergunta,
resolver um problema, tomar uma decisão, negociar uma posição ou entender uma
situação. Se uma informação vai ser selecionada ou ignorada depende em larga medida
de sua relevância para o esclarecimento da questão ou solução do problema. Em geral,
a relevância é considerada um bom indicador do uso da informação, e a relação entre
relevância e uso foi explorada de muitas formas, tanto da perspectiva do sistema
quanto da perspectiva do usuário (Choo, 2003, p. 107).
3. A gestão da informação no judiciário brasileiro
Para dar suporte a diversos modelos de gestão as empresas passaram a investir
fortemente na tecnologia da informação (TI), nas dimensões de infraestrutura e
Conteúdo, como processo de inteligência de mercado. A preocupação inicial foi
armazenar informações nas interfaces das instituições, com base em recursos dos
sistemas eletrônicos e digitais e permitir que ela fosse rapidamente compartilhada
(Choo, 2003, p. 104).
Jamil (2013) relata que as organizações investiram milhões nos últimos anos na
criação de ambientes virtuais, visando a melhorar a reestruturação técnica e a
sociabilidade entre os funcionários. Tara-se de um espaço oportuno para avaliação de
questões de pesquisa e para interação entre os diversos usuários, na formação de
fluxos de informação e conhecimento que se destinem ao uso aplicado em situação
de decisão empresarial. Com efeito, as empresas se preocuparam com a tecnologia
para criar um espaço tecnológico para as discussões, mas não se preocuparam com a
metodologia para garantir o procedimento discursivo (Jamil, 2013, p. 56).
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