Direito e Informação na Sociedade em Rede: atas Direito e Informação na Sociedade em Rede: atas | Page 311
Tanto em seu sentido factual quanto em seu sentido experimental [...],
quer atingindo individual ou coletivamente determinado grupo,
podendo “até incluir a segurança global” (Giddens, 1991, p. 37).
10) A desconfiança não é o oposto da confiança (Giddens, 1991, p. 37).
Compreende-se assim que o homem moderno chega inseguro ao final do século
XX, mesmo tendo estabelecido padrões homogeneizadores, quer de produção, quer
relacionais. O caráter preponderantemente funcionalista de suas ações, que
permitiram descobertas científicas que lhe valeram avanços de toda sorte. Ele confia
nas tomadas de decisões técnicas, em busca da segurança.
De uma forma geral, o conhecimento de uma instituição se pauta na tomada de
decisões técnicas. A questão é como modernamente esse conhecimento é construído
e gerenciado.
2. Aspectos estratégicos da gestão do conhecimento institucional
Auster Choo afirma que informação é um componente intrínseco de quase tudo
que uma organização faz. Sem uma clara compreensão dos processos organizacionais
e humanos pelos quais a informação se transforma em percepção, conhecimento e
ação, as instituições não são capazes de perceber a importância de suas fontes e
tecnologias de informação (Choo, 1998, p. 27).
A concepção atual de administração e teoria organizacional destaca três arenas
distintas onde a criação e o uso da informação desempenham um papel estratégico
no crescimento e na capacidade de adaptação organizacional. Primeiro, a organização
usa a informação para dar sentido às mudanças do ambiente externo, ou seja, ela
precisa criar conhecimento. A organização vive num mundo dinâmico e incerto.
Precisa garantir um suprimento confiável de materiais, recursos e energia. As forças e
a dinâmica do mercado moldam seu desempenho. A dependência crítica entre uma
instituição e o seu ambiente requer constante atenção às mudanças nos
relacionamentos externos. Portanto, em segundo a organização que desenvolve desde
cedo à percepção da influência do ambiente tem uma vantagem competitiva e precisa
construir o seu conhecimento com base nesses dados (Choo, 2003, p. 27- -28).
A segunda arena do uso estratégico da informação é aquela em que as
organizações buscam e avaliam informações de modo a tomar decisões importantes.
Na teoria, toda decisão deve ser tomada racionalmente, com base em informações
completas sobre os objetivos da instituição, alternativas plausíveis, prováveis
resultados dessas alternativas e importância desses resultados para a organização. Na
prática, a racionalidade da decisão é atrapalhada pelo choque de interesses entre sócios
da empresa ou diretores institucionais, pelas barganhas e negociações entre grupos e
indivíduos, pelas limitações e idiossincrasias que envolvem as decisões, pela falta de
informações e assim por diante toda ação da organização é provocada por uma
decisão, e toda decisão é um compromisso para uma ação (Choo, 2003, p. 29).
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