De Pompei a Pompeia De Pompei a Pompeia - Miolo - A5 136pag | Page 91

Em uma outra entrevista, realizada com D.ª Maria Fontoura Dutra (entrevista concedida a 21 de maio de 1986), viúva de João Bezerra Dutra, obtivemos alguns subsídios. Vejamos: Moro no bairro Pompeia há 51 anos. No começo, não havia bairro da Pompeia. Era Vila Parque Cidade Jardim. Existiam vários lugares que podíamos chamar de “pedaços da região”, espécies de ramificações. Havia, segundo Frei Odorico, uns vinte nomes diferentes para a região, até “Pedreira”, que era uma espécie de praça cheia de pequenas casas; era também cheia d’água. O bairro da Pompeia era formado assim: a igrejinha da Abadia – que não era paróquia, pois pertencia a Santa Efigênia –, ruas encascalhadas e com poucas casas ainda. E os capu- chinhos, quando vieram para cá, vieram para um “bloqui- nho de casas”, barracões muito pequenos, cercados por uma espécie de um muro com portão. Quando eu me mudei para cá, passei a morar, inicialmente, na descida da rua Mario Martins e me lembro de que não havia farmá- cia. Pouco depois, veio uma farmácia, a do Sr. Afonso. Apareceu também um boteco, um barzinho pequenino, que ficava perto de nossa casa, na rua Mário Martins. A região era quase uma floresta, cheia de eucaliptos. Os militares do bairro Santa Efigênia faziam exercícios aqui. A gente escutava tiros. Ainda foi perguntado se ela se lembrava do nome Nossa Senhora do Rosário dos Militares. Ela não concordou, afirmando: “Não que eu me lembre, nunca teve esse nome. Chamava-se Nossa Senhora da Abadia”. Podemos, entretanto, assegurar que há registros e libretos em que constatamos a designação paró- quia Nossa Senhora do Rosário dos Militares. Mas ela afirmou categoricamente: Era Nossa Senhora da Abadia e abrangia todos os peda- ços, todas as ramificações da paróquia. Mais tarde, de 39 para 40, mudaram todas as designações para Pompeia. E, segundo Frei Odorico, ele pessoalmente esteve com 91