De Pompei a Pompeia De Pompei a Pompeia - Miolo - A5 136pag | Página 92

o prefeito da época, Juscelino Kubitschek, e apresen- tou-lhe os motivos da mudança, solicitando-lhe que acabasse com a confusão de tantos nomes. E o Dr. Jusce- lino de imediato respondeu: “Vou mudar agora. Tudo vai chamar-se Pompeia”. Anda na mesma entrevista, D.ª Maria Fontoura Dutra, inqui- rida sobre a preparação para a vinda dos capuchinhos, comentou: A preparação foi muito simples. Já estava aqui o Padre Elpídio, que chegou em janeiro de 39 e, em feve- reiro, vieram os capuchinhos. Não me recordo de ter visto o bispo aqui na recepção. Estava o Padre Elpí- dio, as pessoas mais representativas do lugar e grande número de paroquianos. Chegaram três freis, dois padres e um frei leigo. Todo o povo daqui das beiradas, todo mundo que ansiava por padres aqui, veio à missa. O agradecimento deveria ser feito pelo superior, Frei Antô- nio de Gangi. Ele, entretanto, não falava português e delegou tal missão ao recém-empossado, o vigário Frei Odorico de Resut- tano. Então, todos seguiram com a festividade, descendo a rua Mariano de Abreu, ao toque da banda, até a pequena capela de Nossa Senhora da Abadia, que era realmente pequena. De modo nenhum caberia aquela multidão. Frei Odorico solucio- nou o problema. Mandou buscar uma mesinha, uma toalha, velas, vinho, hóstias e paramentos. A rua transformou-se em capela, ao ar livre. Frei Odorico, o primeiro vigário da paróquia, celebrou a primeira missa sob sol quente. Terminada a emocionante celebração eucarística, os freis foram para casa de D.ª Maria, mãe do frei Benigno. Almoçaram e descansaram um pouco. Após as despedidas, por aquele dia, lá foram os freis para sua casa, onde iam dormir. Até que mereciam um descanso. Deixemos agora os freis descansando e vamos recordar outros dados importantes. O Padre Elpídio, ao entregar a paróquia, 92