De Pompei a Pompeia De Pompei a Pompeia - Miolo - A5 136pag | Página 90
o relato de D.ª Maria José que trata sobre os preparativos para o
acolhimento dos freis capuchinhos:
Então, meu pai reuniu essa força da paróquia. Eles
foram para lá [casa do Sr. Manoel, onde os frades iriam
ficar e fazer refeições]. Aterraram o chão, porque não
havia condições de uma pessoa morar. O pai já estava
morando ali para ajudar na construção. A gente não
tinha condição de fazer, a não ser assim. A turma veio,
ajudou. Pusemos cortinas nas portas e nas janelas, para
melhorar o ambiente e receber os padres. Em seguida,
eles fizeram uma reunião pra tratar da recepção. E a
turma toda da paróquia ajudou, até na alimentação,
porque o almoço foi feito lá em casa também. Os padres
ficaram comendo lá em casa durante três meses. Então,
arrumaram uma casa, do Sr. Venâncio, na rua Mariano de
Abreu. Vieram quatro padres: o custódio, Frei Antônio
de Gangi; Frei Samuel de Gangi; Frei Odorico e mais um
irmão leigo; Frei José de Caltavuturo. Eles ficaram,
logo de início, nessa casa, dormiam lá, mas almoçavam
lá na minha casa.
Segundo relato da professora Apolinária, encontramos o
seguinte:
Eram dez horas de uma manhã esplendorosa, linda
manhã. Nós esperávamos, com centenas e centenas de
paroquianos, em uma pracinha, antes da rua Mariano de
Abreu. E eles chegaram, os quatro: três padres e um
irmão leigo. Eles ficaram num chalezinho que, naquele
tempo, chamava-se um “bom será”. O chalezinho, muito
humilde, foi organizado para recebê-los, para mora-
dia deles. A cama de Frei Odorico foi preparada num
lugar que, anteriormente, era usado como galinheiro
e, próximo a ele, havia uma cocheira, onde alguns
animais comiam feno e ração. A gente, quando ia lá, não
entrava. Era recebida numa salinha, uma sala humilde.
Não era uma sala de recepção, como hoje.
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