De Pompei a Pompeia De Pompei a Pompeia - Miolo - A5 136pag | Page 125

essa oração subdividida passa a denominar-se Rosário da Beata Virgem Maria. O Papa Pio V, com a Bula Consueverunt Romani Pontífices, de 1569, estabeleceu o rosário como forma definitiva e a ele foi atribuída grande eficácia contra os perigos da vida. A vitória das armas cristãs contra o exército turco na batalha de Lepanto, em 1571, foi atribuída à récita do rosário, aconselhado pelo papa. Outros fatos maravilhosos foram atribuídos à récita do rosário como elementos de luta contra as forças do mal. A paz passou a ser buscada pela récita dessa oração. Pio V estabeleceu, na Bula Salvatoris Domini, a festa do rosário no dia 07 de outubro de cada ano, como agradecimento pela vitória em Lepanto. A recomen- dação dos papas à récita do rosário apareceu de modo insofis- mável na Bula Pastor Aeterni, do Papa Sixto IV (1471-1484), em que explica a composição do rosário: 150 Ave Marias e 15 Pais- -Nossos. A tal prática vem anexa a indulgência. Outra Bula Ea quae, de Sixto IV, valoriza o apoio do príncipe Francisco e de sua mulher Margarida, dando informações ricas ligadas ao piedoso costume. O Papa Inocêncio VIII (1484-1492) concedeu indulgên- cia a quem acrescentar o nome de Jesus à saudação angélica: do vosso ventre – Jesus. Outros papas, como Alexandre VI (1492-1503), Leão X (1513- 1521), Adriano (1522-1523) e Clemente VII (1523-1534), todos reafir- maram a importância das confrarias do rosário e da fervorosa récita do mesmo, enriquecendo-a com indulgências. O Papa Gregório XIII inseriu a solene festa do rosário, que acabara de instituir, no primeiro domingo de outubro, no calendário romano da Igreja Católica, por meio da Bula Monet Apostolus. Pio IX (1846-1878), na carta Egregis suis, recomenda a récita do rosário pelo feliz êxito do Concílio Vaticano I, ocorrido a 03 de setembro de 1869. O rosário sempre foi considerado como arma importante na luta contra heresias e na busca pela paz. O Papa Leão XIII criou a política do rosário pelo “exército dos contemplativos” na luta contra o mal. Assim falou na Carta 125