De Pompei a Pompeia De Pompei a Pompeia - Miolo - A5 136pag | Página 124

A condessa A condessa Mariana foi a cofundadora do santuário de Pompeia. Educada em instituto religioso, moral e intelectual- mente voltada para a prática religiosa e social, casou-se com Albenzio de Fusco e teve cinco filhos, ficando viúva logo após. Sua herança era muito grande no vale de Pompeia. Interessou- -se pela amizade de Bartolo Longo. Entregou-lhe a administração de todas as suas propriedades e, com ele, dividiu a responsabili- dade da educação dos filhos. Aconselhado pelo padre dominicano Radenti, Bartolo casou-se com Mariana. Ela tornou-se seu braço direito em todos os seus trabalhos. Grande ajuda teve na pessoa de Catarina Volpicelli, que foi beatificada mais tarde. Mariana faleceu a 09 de fevereiro de 1924, dois anos antes de Bartolo. História do rosário Em mil anos de história, ainda não há certeza de que o rosário se atribua a São Domingos como meio de oração e meditação. Os dominicanos talvez tenham sido colaboradores na sua promo- ção. Sabe-se que, inicialmente, os monges, com pouca instrução, puderam, em lugar da récita dos 150 salmos, rezar 150 orações do Pai-Nosso ou da Ave Maria, divididas em três grupos de 50 Pais- -Nossos ou 50 Ave Marias. Não havia ainda a segunda parte da Ave Maria: “Santa Maria...” No século XIV, Enrico Kalcar propôs a mudança para 15 dezenas, intercalando-se um Pai-Nosso a cada 10 Ave Marias. Em 1613, foi acrescentado, a cada dezena, um glória ao Pai. Pouco depois da récita dessas preces, sugeriu-se a meditação dos momentos da vida de Cristo. Isso foi sugestão de Domenico de Prússia. Assim, essa nova versão do rosário se espalhou pelo mundo. Foram criadas as confrarias do rosário pelo dominicano Alano de la Roche, que em 1400, separou os grupos de 50 Ave Marias e, a cada grupo, uniu a meditação da encar- nação, paixão e glória de Cristo e de Maria. Naquele momento, 124