De Pompei a Pompeia De Pompei a Pompeia - Miolo - A5 136pag | Page 123

Conforme já referido, conta-se que Bartolo começou apli- car seu dinheiro na compra de obras encontradas nos restos de Pompeia, adquirindo, à época, um quadro de Nossa Senhora. Sendo espírita, não queria nem o ver. Desenganado pelos médi- cos, pois fora acometido pelo tifo, recebeu todo o cuidado necessá- rio. Aconselhado apenas a ver o quadro, depois de relutar, acedeu. Viu, levantou-se e ficou curado. Mudou de vida e tornou-se um fervoroso anunciador da devoção a Nossa Senhora do Rosário. Uma crise religiosa, porém, atormentou o rapaz: como poderia se salvar diante de uma vida tão pouco edificante no passado? Certa vez, ao badalar dos sinos, ao meio-dia, Bartolo conseguiu captar uma mensagem: “Propague o rosário e estará salvo”. Enten- deu a mensagem e não mais deixou Pompeia, dedicando-se a propagar o rosário de Maria. Ensinou aos cidadãos, reconstruiu a pequena igreja paroquial do Santíssimo Salvador, construída no ano 1.000, e se propôs a edificar uma nova igreja dedicada a Nossa Senhora do Rosário. Assim, em novembro de 1875, chegou à cidade uma bela imagem de Nossa Senhora do Rosário. De todos os lugares, advi- nham donativos para a construção do novo templo. A 08 de maio de 1876, foi lançada a pedra fundamental da igreja. O ano de 1877 marcou o início da tradicional devoção dos quinze sábados em preparação à festa de Nossa Senhora do Rosário e à novena. Nessa época, Bartolo Longo, por ter sido curado de uma doença dada como intratável, escreveu a tradicional oração a Nossa Senhora do Rosário. Em 1883, criou o periódico O Rosário e a Nova Pompeia. Logo após, apareceram grandes obras ao redor da igreja. Em 1887, Bartolo fundou o orfanato feminino. Em 1890, foi consagrada a nova igreja: o santuário de Pompeia. Cuidou dos filhos dos encar- cerados. A 05 de maio de 1901, foi inaugurada a fachada da basí- lica. Bartolo morreu em 1926, a 05 de outubro, com 85 anos. Em 1980, foi proclamado beato pelo Papa João Paulo II. 123