Da Concepção à Aplicação - Relatos sobre Produtos Educacionais do PPGCIMES-UFPA | Página 73

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SEÇÃO 3 - educação musical

uma entidade separada , com sua própria melodia , ritmo e caráter . As linhas melódicas são compostas de forma a se complementarem harmonicamente , criando harmonias complexas e texturas musicais ricas , sem , no entanto , perder sua individualidade .
A escolha pela referência à técnica do contraponto se justifica pela intencionalidade de nosso processo educacional de aproximar teorias diferentes e independentes , mas que juntas , permitem um processo complexo de construção de conhecimento e desenvolvimento integrado de competências digitais e musicais . Trata-se de um esforço integrativo e não apenas centrado em uma única área do saber , mas sim , interdisciplinar e plural .
Logo o Contrapontando é uma proposta que aproxima várias teorias e quadros , a saber : Taxonomia de Bloom : ( Ferraz ; Belhot , 2010 ); DigCompEdu : ( Lucas ; Moreira , 2018 ); DigComp 2.1 : ( Lucas ; Moreira , 2017 ) e Teoria espiral de Swanwick : ( Swanwick , 2014 ).
A taxonomia de Bloom é uma teoria que apresenta uma estrutura hierárquica que classificação dos objetivos de aprendizagem , ela apresenta diferentes níveis de complexidade cognitiva . Foi primeiramente , proposta por Benjamin Bloom e seus colaboradores , ainda na década de 1950 , apesar das limitações existentes , críticas sofridas e atualizações no modelo , acreditamos que ainda possui suas contribuições reconhecidas e apropriadas na área de ensino . Para o desenvolvimento deste Processo Educacional - PE , nos baseamos na revisão desta taxonomia supervisionada por um dos colaboradores originais de Bloom e proposta em 2001 .
Em 2006 , o parlamento Europeu define oito competências-chave para a aprendizagem ao longo da vida , podemos encontrar entre estas as competências digitais . O reconhecimento destas competências como algo essencial e transversal à aquisição de outras competências , gerou a necessidade da construção de um quadro conceitual de referências , que tinha como objetivo fornecer estrutura básica para o melhoramento da capacidade dos cidadãos e das empresas em lidar com as Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação ( TDICs ). O quadro ganhou o nome de DigComp – Quadro Europeu de Referência para a Competência Digital .
Pouco tempo depois foi lançado outro quadro o DigCompEdu . Diferentemente do DigComp , o quadro para educadores possui uma organização mais detalhada e baseada em três grandes dimensões que derivam em seis áreas e que , por sua vez , se subdividem em 22 competências , tanto profissionais e pedagógicas a serem desenvolvidas pelos docentes , quanto voltadas aos estudantes com os quais esses educadores trabalham .
O DigCompEdu é composto por seis áreas de competências :
• Informação e alfabetização em mídia digital
• Comunicação e colaboração
• Criação de conteúdo digital
CONTRAPONTANDO

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