Contemporânea Contemporânea #9 | Page 9

Lino Arruda

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Formado em artes visuais pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e pela Universidad Politécnica de Valencia (Espanha - prêmio Santander de intercâmbio) e, com auxílio da Fapesp, realizou mestrado sobre arte feminista na Universidade de São Paulo (USP). Atualmente, com o apoio da Fulbright/CAPES, desenvolve a tese de doutorado “Monstrans: autorrepresentações monstruosas trans* sudaca”. Seu livro autobiográfico de histórias em quadrinhos “Monstrans: experimentando horrormônios”, foi contemplado pelo Itaú Rumos e será publicado em breve.

1 Cabe mencionar que a representação que Hausman faz das pessoas transexuais (“marionetes da medicina”) é indicativa de sua própria posição subjetiva e de seu distanciamento das comunidades transexuais. Em contraponto, Sandy Stone relata alguns dos artifícios utilizados por pessoas trans* para navegar estrategicamente o sistema médico, dentre eles, a leitura dos livros de Harry Benjamin e o aprendizado da narrativa que acarretaria o diagnóstico de “transexual verdadeiro”.

2 Prosser intro p8.

3 Em seu livro, a autora também entrevista algumas mulheres transexuais a fim de oferecer dados para fundamentar uma de suas principais críticas à transfeminilidade: a ideia de que essa identidade foi deliberadamente criada pela ciência para reafirmar estereótipos de gênero e interferir nas lutas feministas de libertação da mulher.