Congresos y Jornadas Didáctica de las lenguas y las literaturas. | Page 650
campo específico onde o aluno digitava o texto e não em forma de anexo por meio de
ferramenta de edição de texto (como o word).
Diante de tantos empecilhos, não é possível fazer no texto as correções
resolutivas, indicativas ou mesmo classificatória. Logo, a impossibilidade de usar as
várias formas de correção, em um primeiro momento, parece ser uma vantagem, já que
se torna obrigatório usar a correção textual-interativa apontada por Ruiz (2001) como
sendo a mais produtiva na correção, por permitir um diálogo com o aluno.É preciso
considerar, entretanto, que o envio da atividade produzida ocorria por meio de campo de
respostas e não em forma de arquivo. Mas, ainda que o envio em forma de anexo fosse
possível,outros aspectos viriam à tona, sobretudo àqueles que ocorrem no trabalho e
manuseio com arquivos digitais em grande quantidade. Um exemplo desses outros
fatores seria a maior complexidade em fazer o download das centenas de arquivos e
corrigi-los com marcas de correção em ferramenta de edição de textos. Além disso,
ainda que isso fosse feito, há outro empecilho em que o professor se esbarraria: não há
como fazer a devolutiva em formato de arquivo anexando o texto corrigido, o que
poderia ser feito apenas por meio de e-mail cadastrado dentro da sala virtual, fator este
que – em se tratando de um ambiente virtual de aprendizagem onde a quantidade de
alunos parece ser ilimitada – tende a dificultar ainda mais o trabalho do professor.
Nesse contexto surge a questão: seria mesmo possível esse diálogo,
considerando as condições e restrições do ambiente, ou mesmo do trabalho do professor
de um modo geral? Conforme o quadro teórico do ISD em suas relações com as
discussões de Bakhtin/Volochinov (2009, p. 117), “... a palavra é extraída pelo locutor
de um estoque social de signos disponíveis, a própria realização deste signo social na
enunciação concreta é inteiramente determinada pelas relações sociais” que se
desenvolvem em dado momento histórico.
Dessa maneira, para dialogar com o texto do aluno, é preciso que o professor
possa ficar na posição de um leitor, que faz a compreensão responsiva ativa. Mas, é
preciso considerar que para esse tipo de leitura e correção demandam tempo, uma vez
que se caracterizam justamente pelos apontamentos individuais em cada texto. No
entanto, paradoxalmente, com o avanço das tecnologias e sua incorporação ao mundo
do trabalho, um dos pontos mais problemáticos é o relativo ao tempo: a velocidade
propiciada pelos ambientes virtuais de aprendizagem passa a ser vista como aspecto
positivo de praticidade e encurtamento de distâncias. Portanto, o professor,
principalmente nas atividades mediadas pela tecnologia, precisaria ser mais rápido em
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