Congresos y Jornadas Didáctica de las lenguas y las literaturas. | Page 647
c)
a classificatória: se os códigos não estiverem bem definidos
podem gerar confusão (o: ortografia ou oralidade?), mas podem ajudar o
aluno a corrigir os seus textos, aprendendo mais sobre uma escrita com
mais qualidade durante as atividades de reestruturação;
d)
textual-interativa: se os bilhetes não forem objetivos e específicos
também podem dificultar a compreensão do aluno, mas podem ser muito
válidos para que aluno perceba o que tem que trabalhar mais visando à
compreensão de seu leitor.
Assim, como todos esses modelos de correções foram usados em sala de aula em
situações de interação direta entre professor e aluno, acreditamos que qualquer efeito
negativo da escolha de um ou outro tipo possa ter sido minimizado no diálogo entre
professor e aluno.
Contudo, essa questão dos tipos de correção parece-nos merecer uma reflexão
maior ao tratarmos das correções possíveis de serem realizadas nos ambientes de
mediações formativas virtuais. Para fazermos essa discussão, vamos nos deter no
trabalho realizado no Programa de Formação Geral de uma universidade brasileira;
antes, porém,faremos uma breve apresentação desse programa e do contexto de
produção de texto dos alunos, deixando para tratar depois do contexto de correção do
professor.
2.O Programa de Formação Geral
O Programa de Formação Geral (PFG)é online e ocorre por meio do ambiente
virtual de aprendizagem Moodle. Foi instituído em 2014 pela pró-reitoria acadêmica de
uma universidade particular do interior de São Paulo visando desenvolver o letramento
acadêmico nos alunos universitários. Esse programa busca aliar o desenvolvimento de
capacidades de linguagem com um programa de Letramento Acadêmico (inserção do
aluno na cultura de leitura e escrita da universidade) e ocorre inteiramente via Educação
a Distância (EAD). Nos documentos do Programa, é dito que seus objetivos são:“levar o
aluno a desenvolver e aperfeiçoar as habilidades de leitura e escrita; aprender de forma
autônoma; construir ativamente o seu conhecimento; vivenciar o gosto pela leitura e
criar hábitos de leitura; desenvolver posturas investigativas frente às questões do
cotidiano acadêmico; desenvolver habilidades cognitivas como capacidade de
inferência, de antecipação, análise, síntese e generalização de conceitos; compreender
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