Congresos y Jornadas Didáctica de las lenguas y las literaturas. | Page 646

podem contribuem para produzir os sentidos desejados (capacidade linguístico- discursiva). Para o desenvolvimento dessas capacidades, é preciso organizaro ensino de modo a contemplar atividades que levem o aluno a perceber as diferentes dimensões implicadas na elaboração de um texto. Vários trabalhos já foram feitos discutindo as intervenções didáticas e as anál ises de textos necessárias para realizar tal trabalho. Contudo, um ponto que consideramos relevante para ser discutido e que pouco é tratado nas pesquisas brasileiras é a questão de como corrigiros textos dos alunos produzidos para atender as tais atividades que visam levar ao desenvolvimento de capacidades de linguagem. Em um dos poucos trabalhos sobre a correção produção textual, encontramos o de Ruiz (2001),que, após analisar vários textos corrigidos por diferentes professores do Ensino Fundamental, constata a existência de 4 tipos de correções:resolutiva, em que o professor resolve todos os problemas do texto do aluno; indicativa, em que há a indicação dos problemas, grifando-os, por exemplo; classificatória, na qual há conjuntamente a indicação e classificação dos erros, usando códigos para o aluno identificar os seus erros; e, por último, a textual-interativa, em que o docente, por meio de bilhetes, conversa com os alunos, assumindo neste caso a posição de um leitor do texto que expressa as suas dúvidas, seus comentários e também os seus elogios. Segundo Ruiz (2001), cada tipo de correção interferirá no trabalho do aluno de diferentes formas, ampliando ou restringindo o seu poder de ação e revisão dos textos. Em Bueno, Scaransi e Calza (2012,p. 19), encontramos um resumo dos problemas e das vantagens do uso de todos os tipos, uma vez que as autoras defendem a ideia de que, no ensino, vale a pena conjugar as várias formas. Vejamos os problemas evantagens: a) a correção resolutiva: impede o aluno de refletir sobre os seus erros, mas pode ser eficaz quando o aluno fez a última versão do texto e não haverá mais possibilidade de reestruturação, ou mesmo quando o aluno usou uma palavra considerada difícil para a sua faixa etária; b) a indicativa: pode deixar o aluno em dúvida sobre o que exatamente está errado (ortografia, acentuação, concordância, escolha de palavras, etc.), mas pode contribuir muito quando se vai focar em um único ponto, na reestruturação, por exemplo, quando o professor deixar indicado para todos os alunos onde em seus textos há um problema de uso da vírgulas; 646