Congresos y Jornadas Didáctica de las Lenguas y las Literaturas - 2 | Seite 395

que tu me esperas), Je ne puis demeurer loin de toi pour longtemps (Eu não pude permanecer longe de ti por mais tanto tempo), Et, quand j’arriverai, je mettrai sur ta tombe.. (E, quando eu chegar, colocarei sobre teu túmulo...). Eis um poema fruto de um processo criativo, que não nos deixa perceber até onde vai a imaginação do autor e a realidade do fato narrado em versos. O limite da apreensão da realidade está na informação que se tem da história de vida de Victor Hugo. Esta mesclagem de criação e realidade é que torna o poema singular. Ainda na segunda estrofe, quando o poeta diz que não pôde permanecer longe da pessoa, a quem se dirige no poema, por mais tanto tempo, a expressão verbal poder permanecer, com o verbo modalizador no passado e o advérbio longe nos dão uma noção de possibilidade de ação (ir para perto) atribuída ao personagem, mas que é apenas desejo de rever a filha morta. A modalização pragmática aí é caracterizada, sobretudo, pelo verbo poder. A mesma situação de expressão do desejo do poeta em estar com sua filha se situa no segundo verso: Vois-tu, je sais que tu m’attends. O autor, através da linguagem do poema, traz a filha para um plano onde ele imagina estar falando com ela e o verbo saber, je sais que... pragmaticamente garante-lhe esta ação linguageira, e, na realidade, também assegura, através da modalização lógica, uma proposição enunciada como certa, com a expressão je sais (eu sei). Na segunda estrofe, ao expressar a forma como ele caminhará em direção à filha, ele retira de seu mundo subjetivo todo seu estado de emoção, numa atitude intimista e de introspecção, dando lugar nele mesmo à reflexão: les yeux fixes sur mes pensées (os olhos fixos sobre meus pensamentos, ou seja, os olhos voltados apenas Investigación y Práctica en Didáctica de las Lenguas 381