Congresos y Jornadas Didáctica de las Lenguas y las Literaturas - 2 | Page 392
das relações que o verbo, elemento central, mantém com os
nomes na estrutura semântica, derivam as noções de casos
ou funções semânticas;76
quanto aos verbos e seus argumentos (nomes semânticos),
Chafe, citado por Pezatti (1993), diz que todo universo conceitual humano é dicotomizado inicialmente em duas grandes
áreas: a do verbo, que engloba estados (condições, qualidades) e
eventos, e a do nome, que engloba "coisas", sejam objetos físicos
ou abstrações coisificadas. É central a área do verbo, e periférica
a do nome, pois é a natureza do verbo que determina a seleção
dos constituintes restantes da oração. Daí por que colocar o verbo numa posição central de nossas análises.
Feitas estas ressalvas, passemos à classificação dos papéis dos
protagonistas, aqui inspirada em Fillmore (1975), adotada, também,
por Bronckart e Machado (2004) :
1. agentivo, em que um ser animado é responsável por um processo;
2. instrumental, em que um ser inanimado é a causa imediata de um
evento ou que contribui para a realização de um processo dinâmico;
3. atributivo ou experenciador, em que a uma entidade é atribuída uma determinada sensação ou um determinado estado;
4. objetivo, em que é a entidade quem sofre um processo dinâmico;
5. beneficiário, em que o destinatário de um processo dinâmico
é animado;
6. factivo, que indica o estado ou o resultado final de uma ação;
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De acordo com a visão funcionalista adotada para este momento da análise
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