Congresos y Jornadas Didáctica de las Lenguas y las Literaturas - 2 | Seite 388
ainda, na arquitetura textual, examinamos a função sintático-semântica dos protagonistas, o papel que eles desempenham como actantes no texto.
Acreditamos que, com nosso trabalho, estamos contribuindo para o
melhor desempenho do (a) professor (a) de língua estrangeira.
Antes de passarmos à metodologia do trabalho e ao modelo de
análises do texto, torna-se necessário um rápido percurso teórico
para tratar de algumas categorias basilares no ISD.
É relevante tratar de uma categoria desenvolvida por Bronckart
(2007) e adotada aqui por nós: a de arquitetura textual, cujo estudo
repousa sobre uma concepção geral segundo a qual todo texto apresenta uma organização hierárquica com estratos que podem se codeterminar ou interagir entre eles. Esse modelo distingue três camadas de organização superpostas.
A primeira, a da infraestrutura, se compõe do plano mais geral do
texto, dos tipos de discursos com que esse texto combina e das modalidades de articulação entre esses tipos de discurso e das sequências que
nele eventualmente aparecem, segundo Bronckart (op.cit.).
A segunda camada da arquitetura textual é a dos mecanismos de
textualização. Esses mecanismos contribuem para o estabelecimento
da coerência temática. São de três tipos e funcionam articulados à linearidade do texto: a conexão, a coesão nominal e a coesão verbal.
A terceira camada é constituída pelos mecanismos enunciativos,
que contribuem para dar ao texto sua coerência pragmática ou interativa. Esses mecanismos são responsáveis pela construção de
uma instância geral de gestão do texto. Contribuem para os esclarecimentos dos posicionamentos enunciativos, explicitando quais são
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Investigación y Práctica en Didáctica de las Lenguas