Congresos y Jornadas Didáctica de las Lenguas y las Literaturas - 1 | страница 991
Como nossa intenção aqui foi analisar o processo inicial da
transposição didática externa, ou seja, a transformação do objeto
teórico de referência – o jornal impresso e seus gêneros – em objeto
didatizado – o jornal escolar –, nossas considerações finais concentram-se na problematização 4: necessidade de adaptação da metodologia que embasa o procedimento “sequência didática” visando à
construção de um jornal escolar. Como foi possível perceber pelas
nossas análises, essa adaptação é inevitável. Primeiramente, pois a
metodologia das SD pressupõe a abordagem de um único gênero, o
qual espera-se que o aluno se aproprie ao final das atividades previstas. Porém, quando se tem como foco a construção de um jornal
escolar, não é possível centrar-se em apenas um gênero. Em segundo lugar, o professor também não pode ir desenvolvendo SD ao longo do ano para, ao final, compilar os textos para o jornal, uma vez
que esses textos “envelhecem”, descaracterizando os propósitos do
jornalismo. Ou seja, a questão da atualidade é de suma importância
para essa esfera social. Mesmo que o projeto do jornal escolar
tenha, sobretudo, objetivos de aprendizagem, a metodologia interacionista sociodiscursiva que fundamenta as SD busca solidarizar os
propósitos sociais do objeto de referência com os objetivos didáticos, de forma a não torná-lo um “objeto puramente escolarizado”,
como é a “redação”, por exemplo.
Portanto, entendemos que esses são os dois grandes desafios
que um professor deve enfrentar ao utilizar o procedimento SD
como ferramenta para a construção de um jornal escolar: articular
várias SD em um único projeto de ensino e encontrar estratégias
didáticas para não descaracterizar o jornal como pré-construído social. Nesse sentido, para produzir um jornal escolar a partir da meInvestigación y Práctica en Didáctica de las Lenguas
975